junho 10, 2011

Arrumações

junho 29, 2010

Primeiro livro Infantil


"Se eu fosse... Nacionalidades» marca a estreia de Francisco José Viegas na literatura infantil, um género que nunca cativou o autor, como o próprio admitiu na apresentação da obra. Editado pela Booksmile e com ilustrações de Rui Penedo (que também faz a sua estreia), este é o primeiro livro (também disponível para a plataforma iPad quando estiver à venda em Portugal) de uma colecção que vai abordar vários temas (o segundo, com lançamento em Julho, será sobre as profissões). Em todos eles teremos a companhia de Leonel, ou melhor, Lio, como é conhecido pelos familiares e amigos, um menino que anda sempre com a cabeça no ar, «mais distraído do que uma abóbora. Uma abóbora na lua, ainda por cima». No final, Lio vence com facilidade o combate com «o reinado das abelhinhas, formiguinhas e princesinhas louras com olhos azuis»...

A apresentação de «Se eu fosse... Nacionalidades» esteve a cargo de Carla Maia de Almeida, também ela uma escritora de livros infantis (uma designação que não gosta de usar) e uma das especialistas deste género no nosso país. Se Viegas e Penedo faziam a sua estreia a escrever e desenhar, a escritora também dava os primeiros passos na apresentação. Mas não parecia, já que o seu à vontade foi notório e quase não teve de recorrer às suas cábulas para falar da obra.

Carla Maia de Almeida destacou em primeiro lugar o bom momento que a literatura infantil ou infanto-juvenil vive no nosso país e no Mundo, «uma melhoria qualitativa significativa na ilustração, nos textos e no arranjo gráfico, mas também há um maior cuidado no próprio livro como objecto editorial». Deste modo, e segundo a apresentadora, «o reinado das abelhinhas, formiguinhas e princesinhas louras com olhos azuis terminou. Não sou contra esses livros, mas sou a favor da biodiversidade e portanto da existência de outras espécies».

Evidentemente que Carla Maia de Almeida considera que «Se eu fosse... Nacionalidades» se encontra neste novo mundo imaginário dos livros infantis, ressaltando que Francisco José Viegas conseguiu fugir a uma tendência da maior parte dos autores que iniciam as suas carreiras neste género: «A grande maioria dos escritores quando escrevem o seu primeiro livro infantil ficam obcecados por passarem a MENSAGEM, sentem-se obrigados a transmitir um valor positivo com o livro. Isso irrita-me bastante! Muitos dos livros para as crianças andam sequestrados por boas intenções mas esquecem o principal, a boa história, a ilustração e o cuidado com as palavras. A verdade é que os miúdos vivem sequestrados pela MENSAGEM. E felizmente Viegas conseguiu evitar isso.»

A apresentadora salientou ainda que um dos méritos de «Se eu fosse... Nacionalidades» é ser um livro informativo, um atributo que tende a ser subestimado pelos adultos na sua capacidade de provocar a efabulação. «E a verdade é que nos livros informativos se escondem muitas vezes variados mundos. O protagonista do livro, o Lio, revela uma das grandes capacidades das crianças, que é a de fazer perguntas. O condicional do título, «Se», não é mais do que uma pergunta."

in Diário Digital - 28 Junho 2010

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outubro 08, 2009

O Mar em Casablanca: é hoje

Aqui o sítio do livro.

O mais recente livro de Francisco José Viegas, «Mar em Casablanca», foi apresentado na Lx Factory, em Lisboa. Editado pela Porto Editora, a nova aventura do detective Jaime Ramos coloca o escritor no patamar dos grandes autores da língua portuguesa de sempre, defende o cineasta António Pedro Vasconcelos.

A Cantina LX foi pequena para acolher os amigos e admiradores da escrita de Francisco José Viegas, visivelmente emocionado com a presença de inúmeras caras conhecidas. Um dos rostos mais antigos no restaurante era o de Manuel Alberto Valente, editor da Porto Editora, o mesmo editor que publicou o primeiro livro de Viegas na ASA, em 1992, «As Duas Águas do Mar». Após 18 anos de relação, Alberto Valente temeu que o seu pupilo não o acompanhasse na Porto Editora aquando deixou a Leya, «e não a ASA», ressaltou, já que o criador de Jaime Ramos tinha assumido entretanto o papel de editor da Quetzal. No entanto, fiel aos seus princípios, o escritor manteve-se com o seu eterno editor, um gesto que não o deixou indiferente. «Além da amizade que tenho por Viegas, pois me considero uma espécie de irmão mais velho dele, um dos motivos pelo qual eu queria continuar a publicá-lo é porque o considero o mais importante escritor da sua geração. Mas, devido a rótulos, por escrever supostos policiais, esse valor não é reconhecido como deveria ser. Grande parte da melhor literatura contemporânea encontra-se nos romances policiais».

António Pedro Vasconcelos, convidado a apresentar «O Mar em Casablanca», relembrou que, quando acabou de ler o anterior livro de Viegas, «Longe de Manaus», enviou um SMS ao escritor a agradecer o tempo que tinha passado com a obra, mesmo sem o conhecer profundamente. O cineasta assumiu que começou a ler tarde os livros de Viegas e colocou o autor no mesmo patamar dos grandes nomes da literatura nacional, como Fernando Pessoa e José Cardoso Pires, por exemplo. O cineasta ressaltou ainda que o detective Jaime Ramos diz adeus ao seu passado em «O Mar em Casablanca» e que o livro deve ser cantado, «já que os romances de Francisco José Viegas são músicas que devíamos cantar para nós próprios». Depois de exaltar os diálogos e a estrutura de «O Mar em Casablanca», de ler excertos da obra, de referenciar o resgate de parte da cultura portuguesa que encontramos nos livros de Viegas e felicitar a grande capacidade de descrever a atmosfera e os ambientes nos seus romances, Vasconcelos despediu-se com uma pergunta ao autor: «Jaime Ramos e o seu subordinado, sendo do Norte, falavam com pronúncia? É importante sabermos esse pormenor porque devemos ler «O Mar em Casablanca» como a ouvir música.»

Francisco Viegas respondeu que o subordinado tinha pronúncia, ao contrário do detective. Como um jovem apaixonado, o homenageado da noite não escondeu a paixão pela sua criação, principalmente porque Jaime Ramos conseguiu sobreviver ao autor, é independente, «e não há nada que orgulhe mais o escritor do que um personagem ganhar vida própria». O autor revelou que já tentou escrever uma história sem Jaime Ramos, mas demorou sete anos a escrevê-la, entre 1995 e 2002. «Durante esse tempo ele ficava à minha frente na secretária (…) Jaime Ramos não é um detective tradicional, não tem problemas com o álcool ou com drogas. Ele continua provinciano, conservador, não gosta de novidades».

José Viegas admitiu orgulhoso que o seu detective escapa muitas vezes das suas mãos, como aconteceu um dia em Leiria, também durante uma apresentação. «Uma pessoa perguntou onde ele morava e eu disse que no Porto, em tal rua, no primeiro andar. Uma senhora na assistência interrompeu e disse que era no segundo; depois perguntaram qual o carro que ele tinha, a mesma senhora disse que era um Volkswagen. Ele tem realmente uma vida própria.»

E é essa «vida» que mais uma vez Francisco José Viegas revela em «O Mar em Casablanca», da Porto Editora.

in Diário Digital - 8 Outubro 2009

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outubro 01, 2009

É já no dia 7 de Outubro


O cineasta António Pedro Vasconcelos foi escolhido pela Porto Editora para apresentar o novo romance de Francisco José Viegas, "O Mar em Casablanca".

A apresentação está agendada para o dia 7 de Outubro na Cantina LX - LX Factory, em Lisboa, a partir das 22h00. No final será servido um cocktail, ao gosto do inspector Jaime Ramos.

"O novo romance de Francisco José Viegas, vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da APE, 2005, com a obra "Longe de Manaus".

O que une um cadáver encontrado nos bosques que rodeiam o belo Palace do Vidago e um homicídio no cenário deslumbrante do Douro? O que une ambos os crimes às recordações tumultuosas dos acontecimentos de Maio de 1977 em Angola? Jaime Ramos, o detective dos anteriores romances de Francisco José Viegas, regressa para uma nova investigação onde reencontra a sua própria biografia, as recordações do seu passado na guerra colonial - e uma personagem que o persegue como uma sombra, um português repartido por todos os continentes e cuja identidade se mistura com o da memória portuguesa do último século. História de uma melancolia e de uma perdição, O Mar em Casablanca retoma o modelo das histórias policiais para nos inquietar com uma das personagens mais emblemáticas do romance português de hoje".

in Diário Digital - 30 Setembro 2009

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setembro 04, 2009

O mar em Casablanca


Novo romance de Francisco José Viegas será publicado
no próximo dia 8 de Outubro de 2009

"(...) é o regresso de Francisco José Viegas ao romance depois de ser distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela, em 2006, com «Longe de Manaus», «o que cria sempre uma certa expectativa», defendeu Manuel Alberto Valente, que qualificou a nova obra do escritor de «magnífica», recordando ao mesmo tempo que José Viegas foi o primeiro autor nacional que editou na ASA. «Mais uma vez é um livro que vai além do policial. Aliás, não considero que ele escreva policiais. José Viegas utiliza o género para ir mais além do que é normal num policial»."

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agosto 07, 2009

Novo romance

Novo romance de Francisco José Viegas à venda em Outubro

O novo romance de Francisco José Viegas, ‘O Mar em Casablanca’, vai ser publicado na primeira semana de Outubro, anunciou o escritor e jornalista, esta sexta-feira, no seu blogue pessoal, numa altura marcada pela sua saída da Asa para a Porto Editora.

José Viegas conta uma intensa actividade jornalística na rádio e na televisão e já trabalhou em mais de dez títulos da imprensa portuguesa.

Como escritor publicou obras de divulgação, poesia, romances, contos, teatro e relatos de viagens. Em 2006, o romance policial, ‘Longe de Manaus’ recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores.


in Correio da Manhã - 7 Agosto 2009

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outubro 30, 2008

É um crime



Nove destemidos autores portugueses aceitaram o desafio de escrever um conto policial. O resultado desta perigosa experiência é um tiro certeiro: nove contos policiais de alto calibre!Muito cuidado com os textos de: Dulce Maria Cardoso, Francisco José Viegas, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Mafalda Ivo Cruz, Mário Cláudio, Rui Zink, valter hugo mãe. E com a estreia de Ricardo Miguel Gomes.

Coordenada por Pedro Sena-Lino, esta colectânea de Contos Policiais é a obra inesperada do ano, com incalculável valor literário.

Perigo de vida, leia já!

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outubro 05, 2008

Livros de nossa casa

Programa de Francisco José Viegas no cabo revela obras marcantes para leitores conhecidos.

Depois de "Livro aberto", Francisco José Viegas regressa à grelha da RTPN com um formato intitulado "Guarda livros". É, pois, de obras literárias que vai tratar, mas, desta vez, entra na biblioteca de diversas personalidades.

Será num registo mais intimista que, a partir do próximo domingo, semanalmente, pelas 23 horas, Francisco José Viegas voltará ao pequeno ecrã. Como não poderia deixar de ser, os livros são uma vez mais protagonistas, mas segundo uma lógica invertida àquela a que nos tem vindo a habituar.

"Guarda livros" privilegia não os autores ou as obras recentemente publicadas, mas antes livros que marcaram a vida de várias figuras portuguesas. Desta feita, as mesmas não só abrirão a porta de suas casas, como irão desvelar o universo literário que povoa o seu imaginário e se consubstancia nas prateleiras de uma biblioteca pessoal.

"O convidado fala sobre os seus livros, sobre a sua memória desses livros, como formou a sua biblioteca, como a arruma ou desarruma. A prioridade vai para os livros de nossa casa", elucida Francisco José Viegas. O apresentador esclarece que, neste caso "será apenas o pivot", uma vez que a ideia do programa germinou de uma proposta de José Alberto Lemos, director da RTPN, acolhida pela produtora e originalmente concebida por José Fanha.

Pese embora Viegas preferisse "fazer um programa com convidados e debates", deixou-se cativar por "Guarda livros", que no fundo mostra "que as pessoas não podem viver sem livros, que não imaginam a sua vida sem eles", enaltece. O grande propósito do formato é "divulgar a paixão pelo livro" personalizada nos convidados, até porque "o exemplo de grandes leitores é muito mais eficaz do que os discursos patetas sobre a 'leitura como um acto de cidadania'", refere.

Para o apresentador, "a leitura não tem nada a ver com cidadania. Cidadania é votar, participar na vida pública. Ler e ter livros é uma actividade puramente individual, privada, que tanto pode abrir-nos a porta para a felicidade como para a desgraça", sublinha.

"Guarda livros" pautar-se-á pela diversidade de convidados. António-Pedro Vasconcelos, António Borges Coelho, Maria Filomena Mónica, Marcello Mathias, José Miguel Júdice, Rúben de Carvalho, Vasco Graça Moura, Lauro António ou Urbano Tavares Rodrigues são apenas alguns dos exemplos apontados. Cerca de 15 programas estão já gravados, todos eles "em casa das pessoas, junto dos seus livros, das suas estantes, das suas memórias".

Na senda de "Guarda livros" está também, à sua maneira, prestar serviço público. De acordo com Francisco José Viegas, "mostrar pessoas que lêem e amam os livros dá um exemplo para os outros" e acrescenta: "Provam como a sua paixão pode ser deliciosa e fatal e partilham-na connosco. É muito raro isso acontecer num país em que as elites se demitiram de dar bons exemplos", assinala.

Interrogado se ainda se lê pouco no nosso país, responde: "Lê- -se o normal para um país da nossa dimensão, mas não se lê bem". Que medidas deveriam, então, ser implementadas para se cultivar o hábito da leitura? "A escola devia ter um papel mais formativo nessa área como espaço de socialização que é, e devíamos prestar mais atenção aos clássicos. São eles a garantia do prolongamento da nossa identidade", remata.

in Jornal de Notícias - 3 Setembro 2008

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novembro 29, 2007

Finalmente, novas leituras


OS DIAS DE GLÓRIA

Envelheces tanto de cada vez que o dia termina
e olhas para trás. Tens medo do começo do fim,
das tardes de domingo; um dia, distraído,
tens medo do sexo, da amabilidade e da noite,
e dos rostos que foram belos – e não são mais.
Envelheces muito
quando o mundo contraria as pequenas coisas,
sentes esse cansaço, nada a fazer.
Mesmo da poesia, que iluminava o tempo, vais
colhendo apenas a amargura; os outros procuram nela
sinais de um destino, datas curiosas, zangas, ventanias,
armadilhas, mas tu sabes – e só tu sabes –
que a tua vida é a tua vida e que o poema
é empurrado por outro sopro, por um reflexo,
um medo brutal, pela memória dos que morreram
e levaram uma parte de ti, um pouco do que havia
de comum entre ti e a vida, esse desperdício – às vezes –,
esses momentos de glória em dias felizes.
Envelheces com os ossos que envelhecem.
Envelheces sem querer.
Por ti serias eternamente jovem, adolescente,
e percorrerias as estradas das serras, as florestas,
não para viveres sempre, mas para estares vivo
mais um instante, porque o espectáculo é belo
uma vez por outra.
Envelheces pouco a pouco,
porque as coisas não são o que foram nem são o que são.

Francisco José Viegas, in Se me comovesse o Amor, Ed. Quasi, Col. Uma existência de papel

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junho 01, 2007

Novidades! Novidades!

No próximo dia 7 de Junho, grátis com a Revista Sábado.


Acabadinho de imprimir. Brevemente nas bancas.
Aqui uma pequena amostra.

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maio 15, 2007

Metade da vida. Revista e aumentada.


Nova edição. Nova capa. Novas poesias.
Obrigatório.

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maio 03, 2007

Novo livro. E grátis!


Algumas distracções será distribuído gratuitamente
com a edição de 7 de Junho da Revista Sábado

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