<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187</id><updated>2011-12-31T19:03:06.257Z</updated><category term='As escolhas de FJV'/><category term='Televisão'/><category term='Presidenciais'/><category term='Prémios'/><category term='Blog Correio da Manhã'/><category term='Jornal de Notícias'/><category term='Entrevistas'/><category term='Escolhas'/><category term='Cervejas'/><category term='Volta ao mundo'/><category term='Topo Norte'/><category term='Blog Correio da Manhã'/><category term='Governo'/><category term='A Bola'/><category term='Restaurantes'/><category term='Livros'/><category term='A origem das Espécies'/><category term='blog'/><category term='B-Mag'/><title type='text'>Crónicas de Francisco José Viegas</title><subtitle type='html'>Um armazém de emoções para conservar com muita poeira</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1480</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-4143632725307216863</id><published>2011-10-08T17:31:00.000+01:00</published><updated>2011-10-08T17:32:56.086+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>James</title><content type='html'>Há altos e baixos no rendimento de qualquer equipa – e há o estatuto do adepto, capaz de descobrir catástrofes onde se desenha apenas um deslize. Mas sem os adeptos uma equipa é um corpo vazio e um instrumento sem objectivo. Assim o FC Porto e, claro, assim a liderança de Vítor Pereira. A tarefa do treinador do FC Porto, estava escrito, seria a mais difícil da época; mesmo mais difícil do que a do próprio clube, que resiste com facilidade a todas as erosões, mesmo quando não ganha o campeonato (justamente devido à alma, demasiado flutuante algumas vezes, insuflada pelos adeptos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como adepto, já o escrevi aqui, este arranque teve uma perda fundamental: a de Radamel Falcao. A sua eficácia, visão de jogo (lembram-se, noutras posições, da omnipresença de Lucho?, da serenidade de Deco?) Mas depois do jogo com a Académica, que representou o regresso da alma do FC Porto depois da derrota (merecida) diante do Zenit, James Rodríguez merece ser considerado um candidato ao lugar de Falcao; não ao seu lugar, evidentemente, para o qual se posiciona Kléber, mas ao seu espaço na alma portista, capaz de atingir – até agora – a marca de um golo por jogo e de mobilizar a bancada em dia de inspiração. A sua alegria adolescente no relvado não é apenas uma promessa de êxito, mas também a garantia de um prolongamento dos grandes dias do clube. Estou por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, no entanto, torna a época do FC Porto mais serena e promissora são, ainda, as entradas previstas de Alex Sandro, Danilo e Iturbe para a corrida por lugares na equipa. São contributos desiguais para a segunda metade da época, mas capazes – qualquer um deles – de desequilibrar o tabuleiro e de inclinar o relvado a nosso favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor dirá que esta semana estou optimista, ao contrário do habitual. Seja. Há jogadas que, apreciadas de longe (como as de James e as de James em ligação a Hulk), providenciam alegrias raras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 8 Outubro 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-4143632725307216863?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4143632725307216863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4143632725307216863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/10/james.html' title='James'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-947684122587160684</id><published>2011-09-24T17:12:00.000+01:00</published><updated>2011-09-25T17:13:26.635+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Meio golo</title><content type='html'>Nelson Rodrigues, o cronista dos cronistas, achava que humilhar o adversário não era coisa de goleada. Enganou-se em relação ao que aconteceu no ano passado, com o 5-0 no Dragão. Quando Nelson, na arquibancada do Mário Filho, aliás Maracanã, assistia a um 1-0 a favor do Fluminense, festejava abundantemente e a crónica do dia seguinte escorria com grande ironia na ‘Gazeta dos Esportes’ ou no ‘O Globo’. Ganhar de 1-0, como ele escrevia, poupava o adversário mas provocava-lhe uma dor infinita, aquela que Ícaro sentia quando se elevava nas alturas ou que Sísifo provava ao subir pela montanha acima; mas não deixava ao adversário a hipótese de uma rendição nem a honrosa saída de não ter desculpa. O ideal era, mesmo, ganhar por meio golo a zero, hipótese ainda impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, a vitória valeu por todos os golos mas, sobretudo, por aquela surtida de Hulk pela lateral direita batendo David Luiz e passando para o espaço onde havia de aparecer Varela. Este ano, as circunstâncias são diferentes, as condições são diferentes e o FC Porto falhou uma jornada que não podia ter falhado, contra o Feirense. A pressão, de qualquer modo, está quase toda sobre o FC Porto e não, como devia acontecer, sobre o Benfica, que se reforçou para além do imaginável e que decidiu atacar o título com aquela saborosa vaidade do costume. A culpa é do FC Porto, que falhou contra o Feirense. É nos pequenos jogos (nos detalhes) que se decidem os destinos. Co Adriaanse, que não era dos meus favoritos, sabia isso, por muito que custasse aos adeptos portistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes, habituados ao caviar (servido na época passada com André Villas-Boas), terão de reaprender a jogar no risco fatal, comandados por Vítor Pereira, que precisa de saber entusiasmar o banco e as bancadas em simultâneo. Talvez seja esta a oportunidade. Por meio golo que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 24 Setembro 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-947684122587160684?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/947684122587160684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/947684122587160684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/09/meio-golo.html' title='Meio golo'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3719743660048162366</id><published>2011-09-10T04:50:00.002+01:00</published><updated>2011-09-11T04:56:02.189+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>E o futebol?</title><content type='html'>O mais vivo do jogo da selecção não aconteceu no campo, mas antes do jogo, com o lamentável “episódio Ricardo Carvalho” – um jogador que aprecio muito, muito para além da média, mas que (neste caso) não esteve à altura da sua excelente carreira, como o próprio acabou por reconhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem por esse episódio o jogo teve vivacidade, interesse (houve os assobios a Ronaldo, que ele agradeceu com categoria) ou foi a demonstração da capacidade de Portugal poder arrasar uma equipa como o Chipre. Com todo o respeito por Chipre e pelos cipriotas, somos de categorias diferentes. O jogo podia ter servido para animar as hostes; não serviu. Podia ter servido para mostrar a qualidade do futebol que aqueles jogadores exibem nos seus clubes; não serviu. Foi, pelo menos, um serviço para o nosso apuramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, para quem já esteve no fio da navalha diante do Azerbaijão ou da Albânia – não nos queixemos muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao resto – no balanço da semana –, o costume. Palavras. Uma corrida estranha e conspirativa à FPF, com o Sporting e o Benfica a dançarem uma curiosa valsa entre paredes demasiado vizinhas. E o tema da arbitragem de novo incluído nas ementas, a provar que também aqui é necessária uma espécie de “linha zero” ou, pelo menos, de alguma sensatez. Os dirigentes deviam falar em público o menos possível; os árbitros deviam ser avaliados por juízes independentes e autónomos; os departamentos de futebol deviam cuidar de tratar dos seus assuntos estritos; e os jogadores deviam, ao menos, jogar. Este último aspecto, se querem saber, preocupa-me especialmente. Ainda não temos visto quase nada. Nem jogadas de ficar no olho (já agora, a assistência de Defour para Varela pareceu-me uma boa promessa, tal como a hipótese Kléber) nem golos de levantar bancada. E, afinal, foi para isto que viemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 10 Setembro 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3719743660048162366?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3719743660048162366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3719743660048162366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/09/e-o-futebol.html' title='E o futebol?'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5748482393207953967</id><published>2011-09-03T17:36:00.000+01:00</published><updated>2011-09-04T17:38:37.999+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Confiança</title><content type='html'>Serão Kléber ou Walter capazes de substituir aquele lugar vazio, o de Falcao, ou teria sido avisado entrar na corrida por Leandro Damião, Wagner Love, Stracqualursi, Bendtner ou Funes Mori, nomes entretanto sugeridos para o FC Porto? Dar-se-á o caso de o futebol ser uma operação de recorte e colagem em que se substituem nomes em funções pré-estabelecidas? Duvido em ambos os casos. A procura do “jogador ideal” ou do “avançado ideal” levou a bastantes desvarios – não apenas financeiros, mas também estratégicos e de “arquitectura”, em que o treinador é visto a sacrificar tudo a um desenho que funciona na perfeição antes dos jogos, mas que pode não resultar durante os jogos propriamente ditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FC Porto é, aliás, uma das equipas que tem provado – e por várias vezes – que se pode entrar em combate sem preencher as posições tradicionais. Claro que Kléber, primeiro, e Walter, depois, tentarão essa posição fatal, servidos com disciplina. Mas o leque de soluções disponíveis há-de surpreender (até Thibaut Vion é capaz de vir a fazê-lo), com James Rodríguez, Guarín ou Juan Iturbe chamados à linha da frente – e com Hulk, um jogador especial, mas sobretudo uma força da natureza (tanto como outros eram um prodígio acidental). O problema, para comentadores fascinados com reforços que não são utilizados, é que o FC Porto, até agora, tem sido a mesma equipa do ano passado (o facto de Alvaro Pereira continuar é mais um sinal importante e de grande utilidade), apenas menos moralizada e ligeiramente mais inquieta. No jogo com o Barcelona, aliás, pese embora o resultado, provou que pode atingir um excelente nível de competitividade. O essencial, agora, é reunir uma equipa onde estes talentos indiscutíveis exigem atenção, preparação e disciplina. E, pelo que eu vi do Chelsea (ah, nós, os que não esquecemos...), vai dar vontade de ver e rever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 3 Setembro 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5748482393207953967?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5748482393207953967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5748482393207953967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/09/confianca.html' title='Confiança'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-1755844049470125728</id><published>2011-08-20T18:04:00.001+01:00</published><updated>2011-08-20T18:06:16.863+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Começo de empate</title><content type='html'>O campeonato começou como merecia – empates sobre empates ou magras vitórias que não indicam grande coisas sobre o que (já) está em jogo. Entretive-me a apreciar os comentários televisivos, sobretudo estes, sobre as quatro principais partidas da jornada; e corei de pudor. Como é possível detectar “um jogo bem explanado” (peço perdão aos mestres da Língua...) em qualquer daqueles encontros, ou, sequer, vislumbrar “bons sinais fornecidos” por qualquer dos jogadores que entrou nos relvados? Só por grande amor ao negócio das transmissões televisivas – ou, quiçá, ao entusiasmo futebolístico propriamente dito – se podem ouvir expressões daquelas sem que o nervo óptico não trema ou sem que a vergonha nos assalte. Primeiro: foram maus jogos. Segundo: os jogadores estão, essencialmente, desmotivados por uma época que começa quando “o mercado” ainda está aberto e decidido a reviravoltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Platini, mesmo sem vestir a sua habitual e dispensável pele de moralista, bem podia providenciar para que os calendários fossem mais adequados: começam os campeonatos, fecha o mercado dos passes. Não é admissível esta sobreposição, prejudicial para clubes e para adeptos – e, já agora, para o essencial da verdade desportiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar nisso, retenhamos o caso de Falcao, em transferência para um clube secundário de Madrid. Coisa que não se compreende num atleta ambicioso e de grande qualidade – trocar uma equipa residente da Champions por um emblema de segundo plano que costuma devorar jogadores e treinadores a uma velocidade razoável, para os devolver sem classe nem glória. Se isso acontecer com Falcao, como é provável, não foi por falta de aviso. Compreende-se que Ruben Micael o faça, até porque não tem sido titular imprescindível. Mas é como se sabe: num clube como o FC Porto só fazem falta aqueles que estão efectivamente lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 20 Agosto 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-1755844049470125728?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1755844049470125728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1755844049470125728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/08/comeco-de-empate.html' title='Começo de empate'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-2875453545480986245</id><published>2011-08-06T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-08-06T00:10:00.877+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>O hábito de perder e de ganhar</title><content type='html'>O Real ganhou 7-1, o Barcelona perdeu 1-4 – quer isto dizer que a época vai corresponder a estes resultados? Os visionamentos de pré-época são tão decisivos como se julga ou só depois da Supertaça e do final de Agosto é possível prever como vai decorrer a primeira metade do campeonato? São perguntas de todos os Verões, naturalmente; preenchem aquela “margem de fé” que constitui o suplemento da relação do adepto com o futebol propriamente dito. Veja-se o ano passado: estava escrito que o FC Porto ia ter dificuldades acrescidas e vastíssimas com a inexperiência de André Villas-Boas – alguns jornais exageraram mesmo no vaticínio e foram obrigados a escrever em fogo lento durante dois a três meses. Nada que os levasse a manter algum bom senso durante esta pré-temporada: o manancial de recursos anti-portistas mantém-se em boa forma se bem que moderado por algumas cautelas. Mas está lá e dança de acordo com a música, que nem é surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarefa de Vítor Pereira é, pois, ainda mais difícil do que a de Villas-Boas. Sobre André pesava a desconfiança total e aberta, de modo que a vitória sobre o Benfica na Supertaça de 2010 foi um castigo merecido sobre os comentadores do costume. Sobre Vítor Pereira pesa o silêncio; é pior. Poucos se atrevem a dar dois passos quando um é suficiente para falhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o futebol-futebol não é feito de vaticínios nem de vencedores antecipados. Sobretudo não é feito destes últimos – uma breve revista da imprensa dos Verões dos últimos trinta anos pode ser muito esclarecedora: há demasiados “campeões de Agosto” e “campeões de Inverno” que não arrecadaram o título que conta. Lendo os últimos dias, percebe-se que os comentadores do costume não aprenderam nada. Deve ser do hábito de perder antes de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 6 de Agosto 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-2875453545480986245?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2875453545480986245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2875453545480986245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/08/o-habito-de-perder-e-de-ganhar.html' title='O hábito de perder e de ganhar'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-246746105779712831</id><published>2011-07-23T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-07-23T00:10:00.446+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Jogar a sério</title><content type='html'>Acabo de ver o Rio Ave-FC Porto e fico ainda mais convencido de que os jogos da pré-temporada, com equipas inteiras substituídas, deviam decorrer ou à porta fechada ou, pelo menos, com recato televisivo. Deu para ver um Kléber promissor, a velocidade de Djalma, um pouco da arte e da competência de Moutinho, um par de jogadas de Fucile (que assistiu maravilhosamente para golo) e o deslize da defesa que proporcionou o penálti a João Tomás. Podíamos, para sermos absolutamente justos, acrescentar mais três jogadas superiores – mas seriam esmagadas pela falta de coordenação que, acredito, já não acontecerá no encontro diante do Peñarol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol é um jogo de guerra e – por isso – de estratégia. Ganham os que marcam mais golos mas o sentido de justiça nem por isso fica garantido; mas o nervo de qualquer partida é a corrida para a vitória, o embate duro e fatal, o equilíbrio no arame que divide o território entre ganhar e perder. O resto, que me perdoem os senhores jornalistas e os comentadores do Tiny Pub ou do Sem Palavras, casas onde costumo ver os jogos da televisão, não me comove especialmente. Pelo contrário, faz-me apenas desejar que o campeonato comece e que seja publicada uma lei que impeça anúncios de novos jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isto parece acontecer em Portugal, decorre a Copa América – uma final entre o “meu” Uruguai (depois da derrota da “minha” Argentina) e o “meu” Paraguai. É uma espécie de regresso dos clássicos, uma reinvenção das “melodias de sempre” do futebol, não fosse eu gostar de Oscar Tabarez; tem a figura típica do uruguaio como eu o conheço (aliás, tem o rosto do uruguaio mais uruguaio que conheço, o meu amigo Mario Delgado Aparaín). Só um uruguaio do mundo podia dizer, no final de um jogo do último Mundial, com aquele sorriso patife ao canto da boca (o de quem aprendeu a fingir que não está a ser irónico), «não jogámos bem, mas parece que alguma coisa nos está a empurrar, deve ser a força destes rapazes». Vamos, rapazes. Joguem a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 23 Julho 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-246746105779712831?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/246746105779712831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/246746105779712831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/07/jogar-serio.html' title='Jogar a sério'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5671210900502912040</id><published>2011-07-16T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-07-16T00:10:00.966+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Uma orquestra</title><content type='html'>Quantas equipas de futebol disputam a I Liga? Cerca de meia centena, a avaliar pelos jogadores que, todos os dias, são anunciados nas primeiras páginas como um remédio para a falta de futebol propriamente dito. E o futebol propriamente dito é isto: jogo, corridas de fogo pelas laterais, manigâncias de extremos que sabem iludir o fosso das defesas, lançamentos em profundidade até atingir um trânsfuga que desarma um guarda-redes e expõe – diante de um estádio – a beleza de um golo, a quase transcendência de um arco volteando sobre a baliza adversária. Quase o “Sonho de Uma Noite de Verão” de Mendelssohn, equilibrado sobre uma batuta invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma orquestra, é isso uma equipa que procura a harmonia, o equilíbrio, o desafio permanente daquele confronto entre a perda e a vitória absoluta. E, depois, solistas em absoluto: vozes isoladas que participam do concerto, que devem ser protegidos como os elementos de brilho. É isso o futebol para mim. Por isso tem razão de ser a pergunta: quantas equipas de futebol disputam a I Liga? Meia centena, segundo os jornais, que anunciam uma promessa diária, uma euforia que há-de deslizar até à desilusão, como geralmente acontece. Pode haver equipas de onze jogadores formadas por quarenta atletas? Não. Peço ao leitor benevolente que faça as contas e me diga se isto é futebol ou se – na melhor das hipóteses – espera melhor futebol com a abundância de solistas e a desagregação das orquestras. Ah, nós sabemos a resposta, os amantes de futebol. Sabemos que há, neste período, um excesso de euforia que não é comandado pelo futebol propriamente dito mas pela abundância de promessas, que é aquilo que mata o jogo e desilude os adeptos que preferem iludir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, as equipas de futebol têm quarenta jogadores, um número que diminui à medida que o jogo exige concentração. Joguemos, por isso, futebol de praia, como vos disse há duas semanas. Poucos mas bons, entusiasmados e dançarinos. Falta pouco para subir ao palco esse espectáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 16 Julho 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5671210900502912040?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5671210900502912040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5671210900502912040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/07/uma-orquestra.html' title='Uma orquestra'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-2211366146559186034</id><published>2011-07-02T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-07-02T00:10:00.850+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Um líder</title><content type='html'>André Villas-Boas apresentou-se esta semana como treinador do Chelsea. Na sessão oficial, ou logo depois dela, dirigiu algumas palavras ao FC Porto – dizendo que o clube “continuaria a ganhar”. É o desejo natural de um portista, evidentemente; no caso de Villas-Boas é também o desejo natural de quem tem alguns problemas de consciência e deseja que nenhuma tormenta afecte, ou agrave, o seu sentimento de culpa depois de ter abandonado o emblema a que há pouco tempo jurara amor por mais uma época, pelo menos, e em cuja cadeira se sentia bem e feliz. Os adeptos do clube sentiram o acto como uma traição – e Villas-Boas sabe que têm razão. Ao contrário do que acontece no universo das grandes transacções do futebol, o mundo dos clubes vive de dedicações extraordinárias e de sentimentos de euforia. Por pouco, às vezes: por uma frase, por um gesto, um sorriso. Independentemente do que aqui escrevi na semana passada, os adeptos tinham direito a prolongar esse sentimento. Mas, como disse, no universo das grandes transacções do futebol, as coisas não se passam assim. A oportunidade de André Villas-Boas treinar o Chelsea veio no pior momento para o FC Porto e a solução para este dilema só será encontrada quando Chelsea e FC Porto se defrontarem e o azul e branco portista derrotar os “blues” londrinos. Esse seria um gesto de reparação romântico, é verdade; mas só assim os que se sentiram traídos pelo abandono de Villas-Boas (ainda por cima se é verdade que a questão não era monetária, como o próprio garantiu, ao dizer que o FC Porto cobria a oferta do Chelsea) sentiriam que havia alguma justiça no futebol (e não no universo das grandes transacções do futebol…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A herança de Vítor Pereira é, portanto, pesada e, até ver, limitada pelas dúvidas naturais dos adeptos – como eu. Tem uma tarefa enorme, vastíssima, pela frente. E, urgentemente, nesta pré-época, precisa de dar um sinal. O sinal de que entendeu a mensagem, que pode até não ser simpática para Villas-Boas. Um líder é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 2 Julho 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-2211366146559186034?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2211366146559186034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2211366146559186034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/07/um-lider.html' title='Um líder'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6698247176111028234</id><published>2011-06-29T01:52:00.001+01:00</published><updated>2011-06-29T01:55:48.588+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 898 e pausa</title><content type='html'>O Grande Prémio de Romance e Novela APE foi atribuído a Gonçalo M. Tavares e ao livro ‘Uma Viagem à Índia’ (Caminho). Trata-se de uma dupla distinção – em primeiro lugar, a um livro original, a uma obra que de certa maneira reavalia a forma como a literatura se cruza com a história, a herança camoniana, o desvario português da viagem. É um livro ambicioso e monumental, um romance – apesar da sua forma versificada – que ninguém pode daqui em diante ignorar. Em segundo lugar é uma distinção a um autor que, nos últimos dez anos, atravessou todas as referências na nossa literatura. Depois de ‘Jerusalém’ seria impossível não perceber a sua grandeza e a forma como iria ser tão importante. O seu trabalho merece esta distinção e as que têm perseguido o seu talento em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Perguntar sobre os livros que se leu é perguntar sobre conquistas amorosas ou contas bancárias." Tiago Moreira Ramalho, no blogue A Douta Ignorância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para alguém que escreve, os prémios representam também a possibilidade de defender melhor o seu tempo de trabalho." Gonçalo M. Tavares, ontem, no CM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Nota:&lt;/strong&gt; Por motivos que facilmente se compreendem, esta coluna deve interromper-se durante algum tempo. Exercer um cargo público não deve supor que se interrompam coisas como ler, pensar, escrever. Por isso, este Blog regressará em breve.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6698247176111028234?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6698247176111028234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6698247176111028234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-898-e-pausa.html' title='Blog # 898 e pausa'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-7794641150486119194</id><published>2011-06-28T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-06-28T00:10:00.256+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 897</title><content type='html'>Numa entrevista ao ‘Financial Times’, Philip Roth revela que, a determinada altura, deixou de ler ficção. “Não leio nenhuma ficção. Leio outras coisas: história, biografia. Não tenho pela ficção o mesmo interesse de antigamente.” A jornalista quis saber como é que isso aconteceu, e Roth deu uma resposta ainda mais enigmática: “Não sei. Fui ficando mais ajuizado...” Esta má relação dos ficcionistas com a ficção não é estranha nem é uma ameaça para a arte do romance. José Cardoso Pires, por exemplo, não lia ficção enquanto escrevia – o argumento era o “receio da contaminação” ou da “influência”, mas havia mais: evitar a tentação do “circuito fechado”, do ensimesmamento da arte de contar histórias. Isto é, a literatura deve procurar a sua matéria longe da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No número de pessoas extraordinárias estará certamente Jorge Calado. O Instituto Superior Técnico acaba de sair ‘Haja Luz! Uma história da química através de tudo’, festejando o Ano da Química e fazendo o elogio da curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca vivi nos EUA e os filmes americanos que fiz surgiram na Europa.&lt;br /&gt;Maria de Medeiros, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há pessoas que parecem ter mais talento para serem pessoas do que outras.&lt;br /&gt;Nuno Costa Santos, no blogue Melancómico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-7794641150486119194?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7794641150486119194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7794641150486119194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-897.html' title='Blog # 897'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3638513003948577681</id><published>2011-06-27T00:38:00.001+01:00</published><updated>2011-06-27T00:40:01.635+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 896</title><content type='html'>No fim de semana vi três ou quatro episódios de ‘Columbo’, por causa de Peter Falk (1927-2011) e do próprio Columbo. Parte da minha primeira adolescência televisiva passou-se nos serões com Peter Falk; na época (foram 70 episódios), o seu modelo de detetive era original e desarmante, a sua voz nasalada era um convite ao riso, os seus modos eram os de um desastrado e desmazelado – nós usávamos gabardinas “à Columbo”. Também era verdade que, enquanto assistíamos aos episódios, na televisão, desconhecíamos a ‘teoria da ciência’ subjacente ao seu método de investigação, e que o aproximaria de um Sherlock Holmes californiano. Peter Falk nunca conseguiu deixar, daí em diante, de ser Peter Falk e de se confundir com o talento triste e solitário de Columbo. Morreram os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um autor em belíssima hora redescoberto e reeditado entre nós: saiu há umas semanas ‘O Reino Deste Mundo, do cubano Alejo Carpentier (1904-1980) (Saída de Emergência); autores assim não podem desaparecer das nossas estantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Talvez nunca se consiga chegar a um acordo para a paz na região." Eric Frattini, autor de ‘Mossad. Os Carrascos do Kidon’, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou um homem musicalmente rico em instrumentos que sopram a partir dos pedais." Tiago Cavaco, no blogue Voz do Deserto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3638513003948577681?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3638513003948577681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3638513003948577681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-896.html' title='Blog # 896'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3610688270870246347</id><published>2011-06-25T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-06-25T00:10:00.416+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Adeus, bem vindo</title><content type='html'>Nunca falei com ele. Mas ouvi-o bastante e considerei, desde o primeiro minuto, que era um treinador à altura das exigências do FC Porto para a renovação que — à vista de todos — era mais do que necessária depois de um ciclo de vitórias. Chamei-lhe “cavalheiro” e insisti no facto de que o FC Porto precisava de um “cavalheiro” naquele posto, não só para reforçar os laços dos adeptos com o clube mas, também, para reafirmar a raiz do próprio clube. Era um risco, foi um risco — mas André Villas-Boas foi, felizmente, tudo o que se esperava e ainda mais. Revelou-se um bom estratega, um bom treinador e um bom rosto para essa nova fase do FC Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tomo a decisão do Chelsea como uma espécie de “afronta pessoal”; porque Villas-Boas estava na base de uma reconstrução em curso. O mundo do futebol e dos seus profissionais é feito de opções de risco, no fio da navalha, no coração da tempestade. Só assim se compreende que esta saída de André seja o resultado da natural ambição de um treinador jovem e de grande qualidade, aproveitando esta oportunidade fatal. Infelizmente, por ser o Chelsea, a decisão tem um pouco de “déjà vu”; e as comparações com Mourinho serão injustas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, André — bem vindo Vítor Pereira. Não se trata de uma segunda escolha, mas da opção natural no interior de um clube forte e de sólida cultura dirigente. A opção por Vítor Pereira pretende, antes de mais, provar que existem no FC Porto massa crítica e soluções de mérito. Vítor Pereira pode bem ser essa prova de qualidade que qualquer clube precisa. Ele pode fazer esquecer esta traição que não merecíamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. – Platini, o francês que preside à UEFA, usou o FC Porto numas declarações despropositadas sobre futebolistas estrangeiros. É perseguição e ressentimento. Platini foi estrangeiro como jogador e jogou ao lado de estrangeiros. Com estas declarações persegue, inesperadamente, o objectivo de confirmar as opiniões dos que o consideram um tonto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 25 Junho 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3610688270870246347?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3610688270870246347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3610688270870246347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/adeus-bem-vindo.html' title='Adeus, bem vindo'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5840485668885261587</id><published>2011-06-24T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-06-24T00:10:01.226+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 895</title><content type='html'>O desenhador de roupa John Galliano está a ser julgado em Paris mas diz que não se lembra de ter dito que “adorava Hitler” nem de ter proferido insultos racistas e antissemitas. Parece que o problema tem a ver com a sua “dependência” do álcool e das drogas, coisa que está a ser tratada numa clínica de reabilitação americana. Galliano não é uma figura simpática; o seu lado histriónico basta para esconder todos os eventuais traços de humanidade e de simpatia. As suas criações para a Dior ressentem-se disso mesmo: a encenação apaga a beleza. A valorização do distúrbio e da excentricidade servem para espantar a “normalidade burguesa”. Há, suponho, uma ligação entre tudo isto. Um dia, Galliano vai esquecer-se de muitas das suas criações como hoje se “esqueceu” de Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deixei passar e numa pausa retomei as páginas de ‘Os Folgazões’, de Robert Louis Stevenson, traduzido por Aníbal Fernandes (Assírio &amp;amp; Alvim). O mar escuro e violento da Escócia, um tesouro, um galeão espanhol – e tudo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há nada que eu possa dizer que apague a sensação de [os adeptos] terem sido traídos." André Villas-Boas, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A improdutividade, blá blá blá, e vivemos acima, e tal. E claro, os sacrifícios. Até segunda." Luís M. Jorge, no blogue Vida Breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5840485668885261587?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5840485668885261587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5840485668885261587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-895.html' title='Blog # 895'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6410008214792171399</id><published>2011-06-23T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-06-23T00:10:00.089+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 894</title><content type='html'>Nicolau Tolentino de Almeida (1740-1811) morreu há duzentos anos, cumpridos hoje. Há uns anos, salvo erro, qualquer aluno do ensino secundário sabia de quem se tratava – todas as coletâneas (“seletas”, como então se denominavam) incluíam um célebre soneto (“Chaves na mão, melena desgrenhada”) em que, de dentro de um toucado, surgia um colchão desaparecido (“Eis senão quando [caso nunca visto!]/ Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!”) Nós ríamos bastante e tínhamos razões para isso: Nicolau Tolentino era um boémio setecentista com gosto afinado para a sátira e para o exagero. Professor primeiro (de retórica), oficial de secretaria depois, a sua poesia nunca ultrapassou aquele nível de curiosidade risível e clássica. Mas era bom relê-lo para ter algumas surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O prof. Hermínio Martins (1934), professor de Oxford e Lisboa, é um dos nomes que deveríamos reter na nossa memória distraída. A Relógio d’Água acaba de publicar ‘Experimentum Humanum. Civilização Tecnológica e Condição Humana’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A esquerda é fratricida, fraturante e ciosa da afirmação de intransponíveis linhas vermelhas." Eduardo Cabrita, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Finalmente, uma neokantiana [Assunção Esteves] emerge no meio desta tristeza decadentista." J. Adelino Maltez, no blogue Albergue Espanhol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6410008214792171399?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6410008214792171399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6410008214792171399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-894.html' title='Blog # 894'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-4099123128999518354</id><published>2011-06-22T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-06-22T00:10:00.934+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 893</title><content type='html'>A morte de Pedro Hestnes devia afligir-nos – não só porque se trata da morte, em si mesma, mas porque a quase eterna juventude do rosto de Hestnes há-de ficar a marcar uma parte do cinema português dos anos noventa, com a sua placidez, a sua beleza sem tranquilidade, o seu olhar. Passou pelos filmes fundamentais dessa era de renovação – de ‘O Sangue’, de Pedro Costa, a ‘Agosto’, de Jorge Silva Melo, ou ‘A Idade Maior’, de Teresa Villaverde e ‘Três Menos Eu’, de João Canijo. Há outros, mas recordo estes de memória (ah, e ‘Xavier’, de Mozos), como uma espécie de elogio do seu rosto, como uma estrela distante do cinema que fomos capazes de reinventar. Tínhamos a mesma idade, 49, o que é mais doloroso. Quando alguém parte, assim, deixa a impressão de ter ficado muito por fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma família feliz, filhos, marido, casa, hipotecas, tudo como manda a América. E, de repente, Anna Quindlen escreve ‘Até ao Último Medo’ (Civilização) para desconstruir esse cenário e anunciar que o mundo não pode ser perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em três semanas de ação na Líbia, a Europa esgotou as munições." João Vaz, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem me dera que o modernismo e o experimentalismo tivessem influenciado a narrativa em Portugal." Alexandre Andrade, no blogue Um Blog Sobre Kleist.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-4099123128999518354?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4099123128999518354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4099123128999518354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-893.html' title='Blog # 893'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5312345840767179026</id><published>2011-06-21T01:02:00.002+01:00</published><updated>2011-06-21T01:04:51.716+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 892</title><content type='html'>Amy Winehouse é uma figura de tragédia — ela encarna a figura do talento prodigioso que raramente aproveita as oportunidades que tem para ser o que merece: uma estrela amada. Amada pela sua voz, amada pelo seu timbre verdadeiramente ‘soul’, até amada pelos seus desastres. Houve talentos desses consumidos pelas drogas e pelo álcool, destruídos pela fama e pela má-sorte. Mas Amy Winehouse é uma espécie de Sísifo que não consegue transportar até ao cume da montanha o peso extraordinário da sua vida. Cai demasiadas vezes devorada pelos seus fantasmas ou pelo álcool, o que começa a ser um excesso, até mesmo para os seus fãs mais adolescentes, como uma repetição da desgraça, uma espécie de drama aguardado com a irregularidade de uma coisa que já não seduz nem impressiona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacinto Lucas Pires parecia ter escolhido em definitivo o teatro e esquecido o romance. Aqui está o seu novo romance, que no título junta as duas dimensões: ‘O Verdadeiro Ator’ (Cotovia). É bom tê-lo de volta para a ficção pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Podemos sair da religião, mas não há maneira da religião sair de nós." Bruno Vieira Amaral, no blogue A Douta Ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nuno Crato pertence ao grupo de professores que não vão nas cantigas das novas pedagogias." Manuel Catarino, ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5312345840767179026?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5312345840767179026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5312345840767179026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-892.html' title='Blog # 892'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-4852701858698721814</id><published>2011-06-20T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-06-20T00:10:00.156+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 891</title><content type='html'>Aos oitenta anos, John Lee Hooker (1917-2001) publicou um álbum inesquecível, ‘Don’t Look Back’. Os que o conheceram apenas com essa idade não reconheceram no seu som toda a eloquência melancólica dos “Chicago blues”, comandada por uma guitarra que se tornou um ícone de toda a sua obra. Uma obra-prima, ‘Don’t Look Back’ (a canção com esse título é reinterpretada em dueto com Van Morrison) também não resume uma carreira com cerca de cem discos publicados, de onde trauteamos “Boogie Chillen”, “Serves Me Right To Suffer”, “Boom-Boom” ou “One Bourbon, one Scotch, one Beer” – mas é um bom começo para quem não foi ainda tocado pela magia dos ‘blues’ e daquela arqueologia negra, profunda. A sua voz era única, um apelo das profundezas. Morreu há dez anos, a assinalar amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem gostou de ‘O Tigre Branco’, o romance vencedor do Booker Prize de 2008, a Editorial Presença acaba de fazer chegar às livrarias o novo romance de Aravind Adiga, ‘O Último Homem na Torre’. Um regresso a Mumbai (Bombaim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei se haverá mais algum feriado que tenha sido escolhido em referendo." Historiador Hélder Pacheco, sobre o feriado de S. João no Porto. Ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A contrarrevolução prepara-se para a instalação de minas e armadilhas na 5 de Outubro." João Lisboa, no blogue Provas de Contato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-4852701858698721814?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4852701858698721814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4852701858698721814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-891.html' title='Blog # 891'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-2849298915699754845</id><published>2011-06-18T16:20:00.004+01:00</published><updated>2011-06-18T16:25:31.781+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governo'/><title type='text'>Ao Governo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VECtnOGiEMI/TfzCYVVEB9I/AAAAAAAAEyo/Fm_1PX5LTNg/s1600/med-6050.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; DISPLAY: block; HEIGHT: 345px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619580158349674450" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-VECtnOGiEMI/TfzCYVVEB9I/AAAAAAAAEyo/Fm_1PX5LTNg/s400/med-6050.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura do XIX Governo Constitucional, de 49 anos, é escritor, foi professor universitário, jornalista e diretor da Casa Fernando Pessoa e dirige atualmente a Quetzal Editores e a revista LER, e tem um blogue chamado "&lt;a href="http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/"&gt;Origem das Espécies&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido a 14 de março de 1962, nasceu no Pocinho, Vila Nova de Foz Côa, hoje a última paragem da linha ferroviária do Douro, e aí viveu até aos oito anos, altura em que se mudou para Chaves, porque os pais, professores do ensino primário, ali foram colocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1983, licenciou-se em Estudos Portugueses, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e foi, até 1987, assistente de Linguística na Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foi diretor da Grande Reportagem e da Gazeta dos Desportos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonou o ensino para se dedicar ao jornalismo, e integrou as redações de vários jornais e revistas portugueses, como o Jornal de Letras, Expresso, Semanário, O Jornal, Se7e, Diário de Notícias, O Independente, Record e Visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupou o cargo de diretor das revistas LER, Grande Reportagem e ainda da Gazeta dos Desportos e, entre 2006 e 2008, dirigiu a Casa Fernando Pessoa, que deixou para voltar à direção da LER, onde até agora se manteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tem um programa na TVI24&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É autor e foi apresentador de vários programas de televisão, como Escrita em Dia (SIC), Falatório (RTP2), Ler Para Crer (RTP2), Prazeres (RTP1), Um Café no Majestic (RTP2), Primeira Página (RTP1) e Livro Aberto (RTP-N), e do programa de rádio da Antena 1 Escrita em Dia. Atualmente, tem um programa na TVI24, chamado Nada de Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu diversos livros de poesia, livros de viagens e romances, entre os quais "As Duas Águas do Mar", "Um Céu Demasiado Azul", "Morte no Estádio", "Um Crime na Exposição", "Um Crime Capital","Lourenço Marques" e, o mais recente, "O Mar em Casablanca", publicado em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, foi distinguido com o Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores, atribuído a "Longe de Manaus" (2005). Os seus livros estão publicados na Alemanha, em Itália, no Brasil e em França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;in &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://aeiou.expresso.pt/novo-governoperfil-francisco-jose-viegas-secretario-de-estado-da-cultura=f656282"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Expresso on-line&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- 18 Junho 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-2849298915699754845?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2849298915699754845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2849298915699754845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/ao-governo.html' title='Ao Governo'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-VECtnOGiEMI/TfzCYVVEB9I/AAAAAAAAEyo/Fm_1PX5LTNg/s72-c/med-6050.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-2312126371879975192</id><published>2011-06-18T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-06-18T00:10:00.081+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Nuno Gomes</title><content type='html'>Em Março passado, na sequência do Portimonense-Benfica, escrevi o seguinte neste jornal: “Nuno Gomes é um jogador desprezado. São vários os factores que levam ao seu afastamento. Pessoalmente, gosto desses jogadores desprezados, empurrados para o banco – não por serem maus, claramente maus, mas ‘por causa da idade’. Não há nada mais cretino do que invocar a idade de um futebolista para o relegar para o balneário. Ele transporta consigo a experiência, a memória, a disponibilidade, e a arte que o fez ser indispensável. O golo de Nuno Gomes contra o Portimonense reabilita esses jogadores injustamente afastados; fica como um símbolo de permanência do que é bom no futebol.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de insistir no assunto – e longe de qualquer quezília contra o Benfica. Nuno Gomes é um símbolo do Benfica e, portanto, está longe de ser um dos ícones da minha vida. Acontece que o que sucedeu com Nuno Gomes (a sua dispensa ao fim de uma carreira dedicada ao seu clube, mesmo com uma interrupção para jogar no estrangeiro) também sucedeu com outros jogadores de outros clubes e, inclusive, do meu. Defendo que há um módico de gratidão a dispensar aos símbolos dos clubes – de contrário, nem os clubes merecem a alegria dos adeptos nem os favores dos seus emblemas. Há jogadores que vão e vêm, há jogadores que trepam e desaparecem, que estão apenas presos a um contrato vantajoso; e há jogadores que fazem parte, desde o início das suas carreiras, à galeria dos retratos do clube. Nuno Gomes veio do Boavista; mas o modo como se transformou em elemento principal do Benfica não fazia prever este afastamento tão envergonhado e silencioso. Se a questão é “meramente técnica” é preciso explicar por que razão Nuno entrava em campo e marcava; se a questão é da idade, então é melhor darmo-nos conta de que o futebol vai mal. Eu gosto de jogadores “de uma certa idade”, gosto de jogadores que transportam uma boa parte da memória do clube. O despedimento de Nuno Gomes é um atentado à memória do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 18 Junho 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-2312126371879975192?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2312126371879975192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2312126371879975192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/nuno-gomes.html' title='Nuno Gomes'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3659660378347729259</id><published>2011-06-17T02:30:00.001+01:00</published><updated>2011-06-17T02:32:52.260+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 890</title><content type='html'>John Irving dizia que – pelo menos no seu caso, evidentemente – num romance tudo se decidia em dois momentos: no título e nas primeiras, digamos, cinco a dez páginas. Talvez por isso, o arranque de ‘O Estranho Mundo de Garp’ ou de ‘Hotel New Hampshire’ é muito bom e transporte o leitor à “necessidade de continuar a ler”. O processo de José Saramago seria diferente, mas, de qualquer modo, não esquecemos as primeiras linhas de ‘Memorial do Convento’ ou de ‘Ensaio Sobre a Cegueira’. Nos últimos tempos de vida, Saramago escreveu as vinte páginas iniciais de ‘Alabardas, Alabardas! Espingardas, Espingardas!’, um romance – e que serão publicadas no próximo ano, como foi ontem anunciado. Tudo num romance vem da forma como se começa a desenhar o seu futuro. Veremos no próximo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Relógio d’Água tem vindo a reeditar alguns clássicos ingleses e russos que teriam toda a vantagem em serem lidos. Acaba de chegar às livrarias ‘Jane Eyre’, de Charlotte Brontë – um pioneiro do feminismo, queiram ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se derem mais anos aos gregos para pagar a dívida, a Europa ainda pode ser salva em Atenas. Armando Esteves Pereira, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há vezes em que de nada adianta o azul do céu e o chilreio dos pássaros." J. Rentes de Carvalho, no blogue Tempo Contado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3659660378347729259?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3659660378347729259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3659660378347729259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-890.html' title='Blog # 890'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3379371376231330374</id><published>2011-06-16T02:27:00.002+01:00</published><updated>2011-06-17T02:30:29.379+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 889</title><content type='html'>É, sem dúvida, um mau exemplo: uns alunos do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) copiaram no exame. A ‘descoberta’ foi feita pela diretora do CEJ e devia ser motivo de certo e justificável escândalo. Copiar num exame é infantil e desonesto; e para todos os efeitos é um crime – que, em princípio, a lei não pune. Que seja cometido por futuros juízes e magistrados é ainda mais grave. Esperava-se uma medida disciplinar adequada à grave transgressão cometida pelos candidatos e ela veio: os testes foram anulados, como manda a decência. Mas, inexplicavelmente, atribuiu a mesma nota a todos os que frequentavam a ‘cadeira’ de Investigação Criminal e Gestão do Inquérito: 10. Trata-se de uma tremenda injustiça, incompreensível numa instituição como o CEJ. Protejam-se, cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Nem épicas nem líricas,/ as palavras vão ficando pelos lugares da terra/ onde passei. E nada lamento.” Trata-se do regresso de Luís Filipe Castro Mendes – o novo livro de poemas leva o título de ‘Lendas da Índia’ (Dom Quixote).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A justiça do Supremo não prevê outra possibilidade que não seja a da sua própria vontade." Eduardo Dâmaso, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Passos Coelho foi indigitado à uma da tarde. Não me liguem. Preciso do telefone desocupado." Rodrigo Moita de Deus, no blogue 31 da Armada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3379371376231330374?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3379371376231330374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3379371376231330374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-889.html' title='Blog # 889'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-4099719928895648677</id><published>2011-06-15T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-06-15T00:10:00.086+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 888</title><content type='html'>Dos seus discos, os únicos originais que tenho são os duplos ‘Play it Again Erroll’ (de 1974) e ‘The Elf. The Savoy Sessions’ (de 1976). Só os comprei depois da morte de Erroll Garner, em 1977 – um pianista que sempre me deu a ideia de ser bastante tímido e mais melancólico do que merecia. Isso deve-se à interpretação do seu tema mais famoso, “Misty”, um monumento do jazz que passa de década para década (é de 1954) transportando a beleza quase cinematográfica que os ouvidos de hoje lhe atribuem. Há quem lembre o seu piano a acompanhar Charlie Parker em ‘Cool Blues’ (nunca ouvi), que devia ter sido brilhante e inesquecível; mas a verdade é que ‘Misty’ é incomparável, como o prova o filme de Clint Eastwood, ‘Play Misty For Me’. Erroll Garner completaria hoje noventa anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei ontem a releitura de ‘A Toupeira’, de John Le Carré (Dom Quixote) – o romance onde “nasce” George Smiley. Recomendo a experiência e, depois, a sequência de livros onde Smiley nos comove sempre. Perfeição à beira do abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sei que é só uma mexeriquice, mas não consigo parar de rir: Sócrates vai estudar Filosofia." Ana Cristina Leonardo, no blogue Meditação na Pastelaria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dizem que é o Mourinho das Marchas, mas o Mourinho é que é o Mendonça do futebol." Micael Costa, do Ginásio do Alto do Pina, sobre Carlos Mendonça, o ensaiador vencedor das Marchas de Lisboa. Ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-4099719928895648677?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4099719928895648677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4099719928895648677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-888.html' title='Blog # 888'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-1000043858419114275</id><published>2011-06-14T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-06-14T00:10:00.436+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 887</title><content type='html'>Na primeira semana, o novo disco de Lady Gaga atingiu um milhão de vendas. Na Amazon, o preço foi de apenas um euro durante dois dias. Na segunda semana, as vendas desceram para 174 mil discos, um desastre. O responsável pela tabela ‘Billboard’ acha que isso não tem importância porque daqui a uns anos, diz, o preço de um disco pode bem ser de um euro. A ‘ilusão da gratuitidade’ (na net ou nas lojas) é um dos crimes mais correntes; desvalorizando os ‘bens culturais’ e adicionando-lhes cargas substanciais de publicidade, a indústria do entretenimento suicida-se rapidamente. Os livros, os filmes, os discos – têm um preço. O resto é meio caminho andado para a erosão do mercado da cultura, para a falência das periclitante economia e para o triunfo da mediocridade. E rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na Feira do Livro do Porto refiz a minha biblioteca de Carter Dickson/John Dickson Carr (são o mesmo autor): catorze livrinhos (na coleção Vampiro) que me devolvem os geniais detetives Henry Merrivale e Gideon Fell. É o verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Faz sentido o Presidente defender um repovoamento do interior e um regresso à terra." José Rodrigues, ontem, no CM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é nada óbvio que um país deva ter como objetivo equilibrar a sua balança alimentar." Priscila Rêgo, no blog A Douta Ignorância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-1000043858419114275?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1000043858419114275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1000043858419114275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-887.html' title='Blog # 887'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-7323364697284858318</id><published>2011-06-13T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-06-13T00:10:00.516+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 886</title><content type='html'>Num país pouco liberal e que desconfia quando se lhe mencionam “direitos civis”, António Barreto pediu – no discurso do 10 de junho – que os portugueses sejam “tratados como cidadãos livres” e “não apenas como contribuintes inesgotáveis ou eleitores resignados”. É uma exigência fundamental, mesmo em tempos difíceis e de exceção. Mas isso supõe que a política não seja pensada longe das “pessoas concretas” e das suas dificuldades; e que se abandone grande parte dos preconceitos que impedem as mudanças a fazer – na Constituição, na relação com o trabalho e com o Estado, na avaliação das prioridades. A nossa cultura mostra-nos séculos de hostilização dos cidadãos, chamados nas horas difíceis e depois usados como empecilhos que alimentam o Estado. É isso que tem de mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ler Tucídides, Cícero, Demóstenes ou Aristófanes neste verão? Pode acontcer depois de folhear ‘Voltar a Ler os Clássicos’, de Roger-Pol Droit (Temas e Debates) – um passeio pelos autores da antiguidade, sugerindo que estão vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma sociedade livre e pluralista não permite que o poder meta a pata na comunicação social." João Pereira Coutinho, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não aprecio o meu nariz, mas gosto muito do meu blogue." No blogue Ouriquense.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-7323364697284858318?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7323364697284858318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7323364697284858318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-886.html' title='Blog # 886'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-4180531512804711825</id><published>2011-06-10T18:47:00.004+01:00</published><updated>2011-06-10T18:51:02.909+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Arrumações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jYHs1BweKhs/TfJYswtoCLI/AAAAAAAAExg/p6381kxS3yQ/s1600/8623271_4GenP.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 255px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616649211298187442" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-jYHs1BweKhs/TfJYswtoCLI/AAAAAAAAExg/p6381kxS3yQ/s400/8623271_4GenP.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://marcadordelivros.blogspot.com/2011/05/bertrand-publica-o-dicionario-de-coisas.html"&gt;"Um Dicionário de Coisas Práticas que é sobretudo um mosaico do nosso mundo e do nosso tempo, organizado em três unidades e por ordem alfabética, junta entradas tão diferentes quanto Comida de Natal, Estado Social, Linha do Tua, Ortografia, Palavras, Religião, Rock in Rio, Tropa de Elite e Vida Dupla. &lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://marcadordelivros.blogspot.com/2011/05/bertrand-publica-o-dicionario-de-coisas.html"&gt;Uma selecção de textos quase todos publicados na coluna diária “Blog”, que Francisco José Viegas mantém no Correio da Manhã desde Janeiro de 2008. Neles transparece a curiosidade e a riqueza de pensamento do autor temperadas pela vertigem da hora de fecho. &lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://marcadordelivros.blogspot.com/2011/05/bertrand-publica-o-dicionario-de-coisas.html"&gt;Os textos apresentam-se, segundo a sua temática, em três unidades: paisagens, pessoas, esquecimentos; cultura, memórias, despedidas; política, combates e confrontos. "&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-4180531512804711825?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4180531512804711825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4180531512804711825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/arrumacoes.html' title='Arrumações'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jYHs1BweKhs/TfJYswtoCLI/AAAAAAAAExg/p6381kxS3yQ/s72-c/8623271_4GenP.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-351832388406363638</id><published>2011-06-10T00:10:00.003+01:00</published><updated>2011-06-10T00:10:00.179+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 885</title><content type='html'>Carlos Reis, coordenador dos programas do ensino básico, acha que “talvez devesse ser dado a Camões um outro realce, não apenas quantitativa mas também qualitativamente”. Tem razão. O problema é que Portugal tem um problema com Camões – e não é literário, como devia ser (porque é um génio de dimensão universal. É, em vez disso, de natureza política. Desde o século XIX que Camões é sinónimo de patriotismo. Primeiro, pela mão dos republicanos; depois, pela do Estado Novo; depois, alternadamente, ora pela “esquerda cívica”, ora pela “direita das escolas”. De fora fica Camões como um génio a ler, reler e comentar. Hoje, Dia de Camões de das Comunidades, apetecia sugerir a leitura do autor de ‘Os Lusíadas’ – um soneto que fosse, uma redondilha. Hão-de ver que é deslumbrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É uma cronista de eleição. O primeiro livro foi ‘Há Raposas no Parque’ (Quid Novi, de 2009); agora, sai ‘O Inverno das Raposas’ (Orfeu) – Clara Macedo Cabral é, por excelência e talento, a cronista portuguesa de Londres. Muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quão multiformes podem ser as variantes do lamento ‘o povo não sabe o que é melhor para ele’." Alexandre Andrade, no blogue Um Blog Sobre Kleist&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esperamos que esta prova não sirva de modelo para o próximo ano." Miguel Abreu, da Soc. Port. de Matemática, sobre o teste do Ensino Básico. Ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-351832388406363638?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/351832388406363638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/351832388406363638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-885.html' title='Blog # 885'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-9202573942334796169</id><published>2011-06-09T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-06-09T00:10:00.704+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 884</title><content type='html'>Poucos homens poderiam manter, ao longo da vida, uma tal elegância e uma tal profundidade. Jorge Semprún (1923-2011) teria de ser um deles; o seu ‘A Escrita ou a Vida’ (1994) é um testemunho raro; os seus ‘A Segunda Morte de Ramón Mercader’ (1969) e ‘Autobiografia de Federico Sánchez’ (1977) entram em qualquer panorâmica da literatura e da política espanholas; no cinema, não deve ser esquecida a sua colaboração com Costa-Gravas e Alain Resnais. A polémica perseguiu-o, de Buchenwald ao Partido Comunista espanhol, mas a sua aura sobreviveu. Conheci-o em Madrid quando era ministro da Cultura: um rosto tranquilo, uma voz pausada; era independente numa Espanha que queria alinhados à força, o que lhe custou o lugar. A sua morte deixa o mesmo rasto de turbulência. É o costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro que me deixou fascinado: ‘De Ourique a Aljubarrota. A Guerra na Idade Média’, de Miguel Gomes Martins (Esfera dos Livros). Como morríamos, matávamos, estudávamos os inimigos e organizávamos a vida durante a batalha? Excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só mais uma coisa: o voto é sempre ‘útil’. As pessoas votam sempre em quem querem votar." Lourenço Cordeiro, no blogue Complexidade e Contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em 2007 o número de crianças nascidas foi inferior ao número de falecidos." Armando Esteves Pereira, ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-9202573942334796169?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/9202573942334796169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/9202573942334796169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-884.html' title='Blog # 884'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3480215895219007115</id><published>2011-06-08T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-06-08T00:10:00.698+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 883</title><content type='html'>Seria simples explicar nas escolas – agora que elas estão prestes a fechar para férias – a alegria da música, a sua simplicidade e também a sua leveza. Bastava ouvir-se um pouco de Albinoni, de quem se assinalam, hoje, os 340 anos do seu nascimento em Veneza (1671-1751). Muitas vezes, os seus concertos e sonatas parecem divertimentos permanentes, buscando uma intensidade que nunca atinge. Essa é a sua arte e deve ser vista como uma vantagem. Parte da desvalorização de Tomaso Albinoni deve-se ao célebre Adagio que, afinal, ele não compôs mas lhe foi colado como um adesivo – mas é injusto. Como outros compositores do barroco italiano (como Vivaldi, Tartini ou Corelli), a sua simplicidade é uma iniciação perfeita aos mistérios da música e à sua geometria. Só isso bastaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capa dura, em fundo vermelho-vivo: é assim a imagem de ‘A Metamorfose’, de Franz Kafka, agora publicado pela Ulisseia. Gregor Samsa, o personagem, nunca mais foi o mesmo. O leitor também não o será depois da primeira página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Subalternizado no consulado de Sócrates, o PS começa agora um verdadeiro caminho das pedras." Eduardo Dâmaso, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos últimos seis anos apurou-se o sentido crítico na sociedade portuguesa." Tomás Vasques, no blogue Hoje Há Conquilhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3480215895219007115?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3480215895219007115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3480215895219007115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-883.html' title='Blog # 883'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6782114909535862217</id><published>2011-06-07T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-06-07T00:10:00.872+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 882</title><content type='html'>O ‘Filme do Desassossego’, de João Botelho, é hoje distribuído com o CM. A adaptação de Fernando Pessoa/Bernardo Soares ao cinema vem na sequência de um interesse antigo do realizador por Pessoa e, naturalmente, pela literatura. O ‘Livro do Desassossego’ é uma das obras mais singulares e “intensas” (ou “densas”) da literatura universal – nas suas páginas cruzam-se os caminhos da ficção com os da poesia, os da solidão com os da alegria raríssima que se traduz por uma arte rara e difícil, a da contemplação. Botelho adapta-o, lê-o, transforma-o em cenário, paisagem e voz; não o segue, o que seria impossível. Fernando Pessoa é um dos nossos génios que só a indiferença pode fazer ignorar ou esconder. Por isso, o filme é um atrevimento impossível de ignorar para a nossa cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Service é o autor de uma excelente biografia de Vladimir Lenine (na Europa-América); a Aletheia publicou há tempos a sua biografia de Trotsky, que só agora li: um prodígio de informação para compreender um personagem dúplice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não sou atriz, retrato a verdade." Carminho, fadista, atriz no filme ‘O Livro do Desassossego’. Ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando não há nada para fazer, a burocracia é um hábito que se aprende." Filipe Nunes Vicente, no blogue Mau-Mau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6782114909535862217?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6782114909535862217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6782114909535862217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-882.html' title='Blog # 882'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6886522862259776736</id><published>2011-06-06T01:12:00.002+01:00</published><updated>2011-06-06T01:14:41.532+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 881</title><content type='html'>Periodicamente regressa a epidemia. Está escrito em toda a literatura da humanidade desde a Bíblia ao romance ‘A Peste’, de Albert Camus, passando pelas crónicas medievais, pelas narrativas de aventura e viagem do século XVI, pelo manancial de historiografia das catástrofes do século XVIII ou pela literatura da viragem do século – o trágico encontra-nos em todos os períodos de crises. Mais do que o trágico, a necessidade de trágico, cuja explicação impossibilita a intervenção da razão. A ameaça do ‘E.coli’ atinge as sociedades ‘civilizadas’ lembrando a luta contra o invisível. Os cientistas trabalham noite e dia, dizem as notícias, para encontrar um antibiótico capaz. Os legumes frescos, a cura de todos os males, em nome da ‘vida saudável’, ameaçam-nos na contramão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Junho ainda, mesmo no fim, a Civilização vai lançar o livro de um dos melhores contadores de histórias do nosso tempo, ‘O Fantástico Sr. Raposo’, de Roald Dahl, o autor das ‘histórias do imprevisto’. Bom para esta temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As senhoras de província pertencem a outras ‘geografias’ que não a província do séc. XIX." Joana Carvalho Dias, no blogue O Tempo e as Vontades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vivo com o Fernando Pessoa desde sempre." Pedro Lamares, ator do filme ‘O Livro do Desassossego’, ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6886522862259776736?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6886522862259776736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6886522862259776736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-881.html' title='Blog # 881'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6658482178500845038</id><published>2011-06-04T01:08:00.000+01:00</published><updated>2011-06-04T01:09:48.496+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Mais defeso</title><content type='html'>Um dos momentos mais apetecíveis da época desportiva anual é o chamado “defeso”. Enquanto que noutros países esta temporada é aproveitada para retemperar as energias, jogar à bola na praia e preparar o próximo ano futebolístico, em Portugal usa-se esse tempo para eleger o campeão do próximo ano e para o sobrecarregar de jogadores inacessíveis em cuja contratação ninguém acredita salvo os instigadores de tamanhos negócios. Tem sido assim desde que o futebol se transformou numa jogatina de bastidores e, em simultâneo, de primeiras páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o FC Porto sagra-se, também, campeão de basquetebol, juntando mais um troféu ao sétimo jogo dos play-offs da modalidade. É a isto que se chama “constância na liderança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o presidente do Benfica, arrastado para os ecrãs da televisão por motivos extra-futebolísticos, transforma-se no protagonista de uma comédia de birras em que assume o papel pouco simpático de denuncista. Havendo rumores de que teriam existido algumas irregularidades em transferências de jogadores para o seu clube, o presidente encarnado decide atirar a toalha ao chão e exigir uma espécie de auditoria às transferências dos últimos dez anos no Benfica e... no FC Porto. Esta declaração é de supina importância. Nós sabemos o que ela significa: estão a tentar atingir-nos? Pois antes que isso aconteça, atinjamos “os outros”. Estão a tentar implicar-nos? Pois tentemos, antes, implicar “os outros”. É isto uma atitude aprovável e aceitável? Não. Mas prossegue objectivos naturais – continuar a espalhar rumores atrás de rumores e, de passagem, desvalorizar o papel absolutamente intocável do FC Porto no plano desportivo. De caminho, ainda, anunciar que não vai inaugurar tantas “casas do Benfica”, provavelmente porque é artificial espalhar a fé em tempos de descrença, ou seja, a euforia em tempos de derrota em toda a linha. Toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que isso não faça esmorecer os seus planos. Há toda uma temporada de “defeso” para anunciar várias vezes a vitória na Taça Guadiana (ah, já não há?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 3 Junho 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6658482178500845038?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6658482178500845038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6658482178500845038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/mais-defeso.html' title='Mais defeso'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-8498996716474111640</id><published>2011-06-03T01:06:00.001+01:00</published><updated>2011-06-04T01:08:33.174+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 880</title><content type='html'>Um dos problemas portugueses é a falta de números credíveis. Alguém avança com as estatísticas da economia, da cultura, da educação – e logo uma voz começa por desmentir a possibilidade de esses números estarem, vá lá, certos. A verdade é que nenhum país consegue estudar-se, definir-se, imaginar-se, sem números que possam desenhar as várias realidades do território, das cidades – da ‘sociedade’. A ONU acaba de distinguir, por isso mesmo, o Pordata, o sítio de estatísticas mantido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, dirigida por António Barreto. É por isso notável que, apesar da existência do Pordata, os portugueses continuem a alimentar ilusões sobre a sua história recente. Os números podem não explicar tudo mas, certamente, ajudam a estabelecer a base de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passados meses sobre os acontecimentos da Praça Tahir, no Cairo, a Tinta da China publica a crónica desses dias tumultuosos e voluntariosos, vividos por Alexandra Lucas Coelho – a revolução é uma fogueira incerta e flutuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isto vai durar mais três dias; depois volta ao princípio. É o destino." L. N. Gomes, no blogue Marear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porque não meter o filme debaixo do braço e levá-lo pelo País?" João Botelho, sobre ‘O Livro do Desassossego’, ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-8498996716474111640?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8498996716474111640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8498996716474111640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-880.html' title='Blog # 880'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3840452326321021855</id><published>2011-06-02T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-06-02T00:10:00.127+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 879</title><content type='html'>O Prémio Príncipe das Astúrias atribuído a Leonard Cohen é uma belíssima surpresa. Não apenas pelas suas canções que reconstituem a história da nossa vida dos últimos quarenta anos; também pela sua poesia que o prémio elogia e distingue. Cohen é um “desviado”, um poeta que escreve sobre o afastamento da morte e o amor subtil ou infernal. Há um ano, em Montreal (sua terra natal), no Canadá, visitei a sua casa – fica no coração do bairro português, onde alguns o conheciam como “Sr. Leonardo”, mesmo diante da velha sinagoga hoje convertida em centro português. A sua poesia nasce ali: num largo cheio de árvores, de imigrantes e de estranhos. A sua voz acrescenta-lhe densidade e humanidade, como uma sombra que não nos larga nem deixa de nos preencher. Grande Leonard Cohen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspensos pela curiosidade: é assim que entramos em ‘As Luzes de Leonor’, o novo e monumental livro de Maria Teresa Horta, dedicado à marquesa de Alorna (Leonor de Almeida Portugal, neta dos Marqueses de Távora), sua antepassada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A principal inquietação é conseguirmos dar a volta. O País está destruído." António Manuel Ribeiro, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Do meu posto de espetador da província apoiarei tudo que me parecer bem feito." Filipe Nunes Vicente, no blogue Mau-Mau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3840452326321021855?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3840452326321021855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3840452326321021855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-879.html' title='Blog # 879'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-9176657071061542835</id><published>2011-06-01T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-06-01T00:10:00.356+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 878</title><content type='html'>A poucos dias das eleições, a ministra da cultura propõe que o IVA dos livros eletrónicos seja idêntico ao dos livros em papel (taxa reduzida). A ideia é antiga e os editores têm discutido o assunto, porque ele não é pacífico. Em Espanha, por exemplo, os e-books são taxados a 15,2% enquanto aos livros em papel são aplicados 3,4%. Mas a questão não é essa nem se resolve com uma “proposta agradável” à boca das urnas. O problema está em como manter os atuais níveis de literacia sem prejudicar a economia do livro, que nunca teve apoios do Estado e lutou, solitária, para conquistar autonomia e dignidade. Pensar o mercado do livro, hoje, inclui uma discussão sobre a leitura na escola e a ameaça da pirataria. De contrário, é apenas um assunto para os novos-ricos se entreterem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro romance de Pedro Guilherme-Moreira, ‘A Manhã do Mundo’ (Dom Quixote) reenvia-nos a um exercício de ficção sobre o 11 de Setembro – é raro isso acontecer na nossa literatura: uma viagem para lá das nossas fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O próximo Governo tem uma agenda que já foi preenchida pela troika." Pedro S. Guerreiro, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A monogamia não é uma manifestação de amor, mas da consciência." No blogue Ouriquense.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-9176657071061542835?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/9176657071061542835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/9176657071061542835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/06/blog-878.html' title='Blog # 878'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5502213321478428598</id><published>2011-05-31T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-05-31T00:10:00.059+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 877</title><content type='html'>Qual a importância do Polo Norte? Toda. Antigamente, achava-se que havia esferas no interior da Terra e que elas moviam o planeta; a imagem fica bem em sonetos, mas não é verdadeira. A descoberta do Polo Norte magnético é outro dos momentos decisivos para a nossa existência e não tem a ver com um ponto fixo à superfície do planeta – o primeiro a aproximar-se dessa lugar e dessa medição exata foi James Clark Ross, há 180 anos, que deviam ser assinalados amanhã. Era para esse ponto invisível e flutuante que as bússolas apontavam (embora não sejam a mesma coisa); só no século XX a sua localização variou cerca de 1000 quilómetros. Os poetas, os geógrafos, os astrónomos e os viajantes deviam reter esta data e o nome de Ross. O nosso mundo ganhou muito com essa descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sai hoje para as livrarias, com edição da Colibri, ‘Ficava em Angola e Chama-se Nova Lisboa’, de Inácio Rebelo de Andrade – num momento de rejuvenescimento da literatura pós-colonial, as memórias de África são fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enquanto a campanha eleitoral aquece, chega ao País o primeiro cheque do resgate." Armando Esteves Pereira, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dizer o quê sobre Lady Gaga, se o nome da pessoa é Stefani Germanotta?" Segismundo, no blogue Albergue dos Danados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5502213321478428598?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5502213321478428598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5502213321478428598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-877.html' title='Blog # 877'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6344671310442398106</id><published>2011-05-30T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-05-30T00:10:00.452+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 876</title><content type='html'>Outro dia, o ‘Telegraph’ fez uma investigação sobre o modo como os ingleses usam o seu crédito bancário. Vale a pena estender o inquérito a outros países para perceber como o velho continente fenece dentro de casa; um pouco por todo o lado, viagens compradas a crédito e a prestações, eletrodomésticos dispensáveis e luxuosos e carros abandonados aos credores ao fim de um ano – é esta a trilogia da catástrofe. O consumo imediato aniquilou a velha ‘acumulação de capital doméstico’ que fez a honra das famílias e a sua estabilidade ao longo das gerações. Hoje, as famílias não se perpetuam; a sua história termina a meio, tal como o crédito. Provavelmente, daqui a uns anos as velhas sagas da literatura serão apenas de curto prazo, consumidas pelos credores e pela solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andou um mês perdido entre os papéis, mas nunca é tarde demais para chamar a atenção para ele: a Alfabeto reeditou entre nós as ‘Confissões de um Opiómano Inglês’, de Thomas de Quincey – uma pequena pérola entre ruínas. Leia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A campanha deveria ser enriquecedora politicamente, mas não há volta a dar à realidade." João Vaz, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Coisas que se podem fazer a um domingo: espreguiçar-se em frente a um espelho." Joana Carvalho Dias, no blogue Os Tempos e as Vontades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6344671310442398106?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6344671310442398106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6344671310442398106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-876.html' title='Blog # 876'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-1241727986507772320</id><published>2011-05-28T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-05-28T00:10:00.067+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Cá estaremos</title><content type='html'>A final da Taça de Portugal, e aquele jogo espantoso que encheu a tarde de domingo como uma vertigem de excelente futebol, assinalaram o encerramento de uma época de grande qualidade do FC Porto. Mais do que “grande qualidade”, foi uma época absolutamente notável que mostrou um plantel de grande nível, uma organização profissional invejável e invejada – e um trajecto desportivo que não tem igual no futebol português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer a história do ressentimento anti-portista seria de grande utilidade, até porque explica largamente a forma como o FC Porto, em termos gerais, não tem apenas de lutar dentro do campo, mas também de resistir à pressão exterior e a uma perseguição permanente. Basta ver como, imediatamente após o início do “defeso”, a carreira do FC Porto é ignorada e devolvida às páginas interiores – porque, como se sabe, o “defeso” tem um “campeão” à partida. Não faz mal. Cá estaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Por isso, não peço desculpa de nada. Futebol é futebol. Guerra é guerra. Aceito os golpes com a mesma dignidade com que ofendo, registo as ofensas com a mesma atenção com que as escolho e escrevo. Às vezes exagero, mas é só futebol. Respeito os leitores – não finjo uma imparcialidade que não tenho, não imito a opinião dos equidistantes. Não sou equidistante: gostei de festejar. Com as cores do FC Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Contra o que dizem as primeiras páginas, os clubes portugueses devem ser prudentes em matéria de contratações. Prudentes, sensatos e sérios. No festival de chega&amp;shy;das e partidas, é necessário conser&amp;shy;var algum bom senso. Se o plantei dis&amp;shy;ponível é também o plantel possível, não vejo razão para fazer “compras de época” ou “revoluções de plantel” apenas para alimentar as primeiras páginas – a menos que seja esse o objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como o país, também os clubes precisam desse bom-senso e dessa morigeração. A palavra pode não ser bonita mas diz tudo – pensar bem antes de endividar o que resta do futebol português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 28 Maio 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-1241727986507772320?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1241727986507772320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1241727986507772320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/ca-estaremos.html' title='Cá estaremos'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-614669737495003783</id><published>2011-05-27T12:16:00.002+01:00</published><updated>2011-05-27T12:22:59.621+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 875</title><content type='html'>Gosto muito de ouvir alguns sociólogos e psicopedagogos comentar “casos reais”; a principal razão tem a ver com o fato de não parecerem ser deste mundo, se bem que se esforcem. De repente pintam o cenário como se fosse a catástrofe, uma espécie de fim do mundo organizado em ondas de violência juvenil. A ideia de que os atos de violência são praticados por jovens que imitam a “violência dos adultos” ou por raparigas que imitam a “violência dos rapazes” é uma ideia interessante, mas, como se sabe, despropositada. Nesse mundo, os jovens eram pacíficos como cordeiros, as crianças um modelo de inocência, e as adolescentes um retrato de anjos que vestem de saias. Infelizmente, a realidade também tem partes de cenas filmadas no YouTube com agressões entre jovens. São muitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Junho, chamo a atenção para ‘Tiago Veiga, uma Biografia’, de Mário Cláudio (Dom Quixote) – uma investigação literária sobre Tiago Veiga, bisneto de Camilo Castelo Branco, solitário que nasceu e morreu numa aldeia minhota. Aguardemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só 16 anos para um assassino daqueles que nunca se arrependeu?" Irmã de José Carlos Silva, assassinado à facada em Junho do ano passado, em Guimarães. Ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enquanto a vaca deu, diziam com orgulho que desprezavam a política. Agora acampam." Filipe Nunes Vicente, sobre os acampados do Rossio, no blogue Mau-Mau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-614669737495003783?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/614669737495003783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/614669737495003783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-875.html' title='Blog # 875'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5996906605502683675</id><published>2011-05-26T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-05-26T00:10:00.612+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 874</title><content type='html'>O país anda chocado com cenas de violência com honras televisivas mas convém lembrar que as agressões entre “jovens” são comuns e estão na base de filmes fatais e de “histórias de iniciação”. Guerras de gangues não são de hoje – James Dean e Marlon Brando deram corpo a essas histórias. Mesmo violência entre raparigas não é uma novidade. Estes episódios só são novos para quem tem se obstina em desenhar Portugal com as aguarelas da pacificação e tem horror às notícias da “vida real”. O problema é que, agora, os idiotas de todas as idades se juntam na internet com toda a liberdade – antigamente gabavam-se dos seus pequenos crimes apenas em silêncio; agora têm o palco digital. O ‘país real’ fica à distância de um clic e, na verdade, não é bom de se ver a todas as horas do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá preparando a bolsa para sábado, dia 4 de junho, das 13h às 20h: vai haver muitos livros usados, ‘esgotados’, antigos, raros e indefesos – é a feira de livros manuseados organizada pela Cotovia e pelo Clube Ferroviário. É aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em princípio irá recorrer da sentença." Daniel Proença de Carvalho, advogado de José Sócrates, depois de o tribunal ter absolvido jornalistas processados pelo primeiro-ministro. Ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As pessoas estão fartas de preconceitos bimbos, de pessoas de plástico e de tagarelas." João Gonçalves, no blogue Portugal dos Pequeninos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5996906605502683675?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5996906605502683675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5996906605502683675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-874.html' title='Blog # 874'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-241345604073832002</id><published>2011-05-25T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-05-25T00:10:00.320+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 873</title><content type='html'>Acabou o futebol, começam os livros — pelo menos assim acontece no Porto, onde a Avenida dos Aliados foi o palco de alguns dos festejos mais eufóricos dos adeptos do FC Porto. Como se sabe, este ano foram muitos e alguns deles colocaram em perigo os pavilhões de editores entretanto instalados na zona. Medida previdente teria sido a de proteger devidamente a área livreira; futebol e livros não são matérias próximas e um mínimo de sensatez aconselharia a proteção. Amanhã, de qualquer modo a festa dos livros começa no Porto e promete continuidade da renovação iniciada no ano passado, quando os livros reconquistaram o coração da cidade. Em ano de contenção e de cautelas, um livro é sempre uma salvação; mesmo para quem não seja leitor. Basta que passe pelo centro do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os títulos dos livros de Günther Grass não são bonitos. Nem ‘poéticos’. Desta vez é ‘O Pregado’ (o pregado, o peixe) – o novo livro do Nobel da Literatura alemão que mais conhece Portugal sai em Junho na Casa das Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os jacarandás floriram uma vez mais, a lembrarem-nos de que ainda estamos vivos." Ana Vidal, no blogue Delito de Opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois de ver as botas da GNR dentro de casa, a mulher chorava a realidade." Fernanda Cachão, sobre uma mulher de 70 anos que plantou 67 pés de canábis. Ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-241345604073832002?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/241345604073832002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/241345604073832002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-873.html' title='Blog # 873'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6178701366965801069</id><published>2011-05-24T00:15:00.001+01:00</published><updated>2011-05-24T00:17:50.742+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 872</title><content type='html'>Acompanhei esta história – a dos dois namorados de Barcelos que se recusavam a dividir o Euromilhões – com curiosidade mórbida. Havia dois motivos: até onde ia a insensatez da jovem e dos seus pais, que pretendiam arrecadar o prémio na totalidade; e quanto tempo ia o tribunal levar até à decisão final. Resposta: a insensatez foi até ao fim; a decisão demorou quase quatro anos. Em Novembro de 2010, três anos depois do sorteio, o tribunal decidiu dividir o prémio ao meio; Cristina recorreu; cinco meses depois, a Relação dá a sua decisão final. Pergunta o leitor: e de quanto é o prémio? De 7,5 milhões para cada um. O teatro do absurdo chega de onde menos se espera e Barcelos é um palco tão interessante como qualquer outro. Está lá tudo, na peça, é uma comédia de costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psiquiatra, psicoterapeuta e psicanalista Eurico de Figueiredo regressa à edição esta semana com ‘A Agave Só Floresce Uma Vez’ (publicação na Gradiva) – intimismo, como de costume, e manchas do Alto-Douro em cada página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os espanhóis acreditam que um mau Governo deve ser castigado nas urnas. É uma ideia exótica." Luís M. Jorge, no blogue Vida Breve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A utilização do cigarro electrónico pode gerar problemas de comportamento ético." Francisco George, Direcção-Geral de Saúde. Ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6178701366965801069?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6178701366965801069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6178701366965801069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-872.html' title='Blog # 872'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3251901081974197380</id><published>2011-05-23T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-05-23T00:10:00.947+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 871</title><content type='html'>A culpa é minha. Pensava que ele não envelheceria – mas a verdade é que Bob Dylan faz amanhã 70 anos. Muitos recordarão as canções fatais do começo, como “Blowin’ in the Wind” ou “The Times they Are a-Changing” e outros elogiarão os sucessivos períodos de genialidade de Dylan até aos mais recentes ‘Modern Times’ ou ‘Together Through Life’, mas nada me comove tanto como ouvir “Like a Rolling Stone” e o seu refrão inesquecível (“How does it feel/ To be on your own/ With no direction home/ Like a complete unknown”). Dylan é um ícone e uma presença real da nossa vida; poucos competirão ao seu lado para entrar no panteão que ultrapassa a transitoriedade da cultura pop e o coloca ao lado dos grandes criadores do nosso tempo, em reconhecimento pelo poder da música e da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena aguardar por junho para ler ‘Salazar e a Conspiração do Opus Dei’, de António José Vilela e Pedro Ramos Brandão (Casa das Letras), o relato de uma conspiração perdida e hipotética para aprisionar o país e o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os nossos cientistas, os nossos pintores, os nossos escritores, isso é que justifica Portugal." Mário de Carvalho, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há volta a dar-lhe, se não quer ser ‘humilhado’, Portugal precisa de se reformar." Helena Ferro Gouveia, no blogue Domadora de Camaleões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3251901081974197380?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3251901081974197380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3251901081974197380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-871.html' title='Blog # 871'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-7935586124017793109</id><published>2011-05-21T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-05-21T00:10:00.084+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Reaprender</title><content type='html'>A história de uma época desportiva não se faz apenas de vitórias – mas é necessário celebrá-las e relembrar que elas são o produto de um trabalho continuado e consistente, de uma gestão que demora anos a estabelecer-se com solidez, e de um espírito de grupo que tanto deve recusar a arrogância como a timidez. De alguma maneira, foi isso que aconteceu com o FC Porto ao longo desta época que ainda não terminou; no próximo domingo, no Jamor, realiza-se a final da Taça entre o Vitória de Guimarães e o FC Porto – também esta partida é o resultado de um esforço notável de concentração e de técnica que tornou possível ultrapassar as circunstâncias adversas em que se realizava a segunda mão das meias-finais da competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso será domingo – um jogo importante para consagrar uma prova igualmente importante. Ontem e anteontem foram dias de justa celebração e, também, de prévio balanço: vão já alguns meses desde a promessa de um FC Porto destinado a ultrapassar barreiras e recordes anteriores. A equipa comportou-se, necessariamente, com altos e baixos, transportando para esse balanço momentos fantásticos e momentos menos bons. Uns e outros fazem parte de uma carreira histórica que, além de ficar marcada pelos títulos até agora arrecadados (e as suas circunstâncias), revelou a enorme capacidade de o FC Porto encontrar os caminhos da idade madura e moderna. Não se trata, aqui, de insistir nas vitórias – caminho que pode deitar a perder a sensatez que faz os campeões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencer não é tudo, embora seja a parte mais saborosa. Outro dia, o colunista Simon Heffer, no “The Daily Telegraph”, dava conta da alegria que sente todos os anos ao receber o seu almanaque do críquete. Este ano notou que o almanaque não dava tanto destaque a determinado jogador; e explicava: “Porque vencer não é tudo. Há uma dimensão ética que faz da vitória uma ocasião feliz, um cavalheirismo que não pode esquecer-se.” Este ano, para vencer, o FC Porto soube reaprendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in A Bola - 21 Maio 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-7935586124017793109?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7935586124017793109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7935586124017793109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/reaprender.html' title='Reaprender'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-8642355315709327047</id><published>2011-05-20T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-05-20T00:10:00.442+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 870</title><content type='html'>Albrecht Dürer nasceu há 470 anos; a data (comemora-se amanhã) não é assinalada em Portugal — mas devia. É um dos artistas que mais me comove (pela sua arte, que traduzia sabedoria na matemática e na geometria – mas também uma melancolia que alastrava em todas as suas obras). É ele o autor da gravura que representa o rinoceronte indiano que o rei D. Manuel I teria enviado em 1515 ao papa Leão X, na célebre e sumptuosa embaixada que contribuiu para deixar a nossa economia de rastos. Vaidade sobre vaidade; é a nossa história. Dürer, meticuloso, gravou o rinoceronte sem o ter visto, apenas com base em descrições; era perfeito – mas o animal nunca chegou a Roma, morrendo no mediterrâneo. Portugal também nunca cumpriu essa missão de fausto e grandeza; ficou o exótico rinoceronte de Dürer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas reedições de luxo no catálogo da Dom Quixote durante o mês de Junho: ‘A Toupeira’, de John Le Carré (o leitor sabe que já estou em posição de partida...), e ‘Catch 22’, de Joseph Heller, um título a não perder. Isto sim, promete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que se quer é ‘animais políticos’ que tentam rasteiras e fazem truques." Lourenço Cordeiro, no blogue Complexidade e Contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como se fosse possível que tão poucos enganassem tantos durante tanto tempo..." Eduardo Dâmaso, ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-8642355315709327047?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8642355315709327047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8642355315709327047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-870.html' title='Blog # 870'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-1944732254945515048</id><published>2011-05-19T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-05-19T00:10:00.041+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 869</title><content type='html'>Tal como aconteceu com muitos outros autores (Borges, Mailer, Claus, entre os já falecidos), a Academia Nobel ainda não teve a coragem de homenagear Philip Roth com o seu prémio. Por isso, veio agora o Man Booker International, inglês, lembrar a obra de um dos grandes autores da literatura de hoje – da ficção, do romance. A verdade é que obras como ‘Pastoral Americana’, ‘O Complexo de Portnoy’, ou ‘O Teatro de Shabbat’ são muito mais do que amostras acerca da sua arte ou da importância que Roth mantém para os seus leitores; são também marcos muito precisos da inquietação contemporânea e da necessidade de conforto – que procuramos na literatura. Roth é um talento raro e estranho, um produto da dúvida e da meditação sobre a morte, coisas que marcam qualquer civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordemos a memória. Lembra-se de ‘Os Filhos da Droga’, de Christiane F.? A Bizâncio vai reeditá-lo. A história da alemã Christiane Vera Felscherinow está cheia de desgraças, mas o livro continua nas montras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Das sondagens retiram-se conclusões sólidas. A primeira é que não haverá maioria absoluta." Vítor Ramalho, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ser humano tem destas fraquezas, prefere um pássaro na mão que dois a voar." Vasco Lobo Xavier, no blogue Mar Salgado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-1944732254945515048?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1944732254945515048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1944732254945515048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-869.html' title='Blog # 869'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-7521750845783775364</id><published>2011-05-18T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-05-18T00:10:00.472+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 868</title><content type='html'>Independentemente do que acontecer durante a investigação do “caso Dominique Strauss-Kahn”, acerca da sua natureza e da história ocorrida, há um fenómeno curioso: além da tese da ‘conspiração contra DSK’ muitos comentários na internet sugerem que a alegada vítima trabalhou para o prejudicar ou, pior, que Dominique Strauss-Kahn foi apanhado por uma ‘queixinhas’. Este tom é alarmante porque coloca em primeiro lugar a proteção aos poderosos em vez da preocupação pelo esclarecimento. Evidentemente que esses comentários são mais ou menos anónimos, populares e banalizados nas páginas ‘online’ dos jornais. Por isso mesmo deviam deixar-nos preocupados. São sinal da indiferença que mascara a normalização do mal na vida política. É uma queda no nosso sentido da honorabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 400 páginas de histórias a que Onésimo Teotónio de Almeida chama ‘estórias’: o título é ‘Português sem Filtro’ (Clube do Autor) e tem toda a razão de ser. Onésimo é um observador perspicaz, inteligente, culto, atento – e útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na Europa não evoluímos verdadeiramente da selvajaria cerda do ‘direito de pernada’." No blogue O Jansenista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os meus filhos quando crescerem, irão recordar como fui enquanto pai." Brad Pitt, ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-7521750845783775364?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7521750845783775364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7521750845783775364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-868.html' title='Blog # 868'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3615230081534700614</id><published>2011-05-17T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-05-17T00:10:00.651+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 867</title><content type='html'>Completam-se, amanhã, 100 anos sobre a morte de Gustav Mahler (1860-1911) e muitos recordam a música de ‘Morte em Veneza’ (de Luchino Visconti, com Dirk Bogarde) como uma espécie de hino à melancolia e ao fim das coisas transfigurando-se em imagens de uma beleza rara, profunda, alargando o infinito, relembrando as suas canções e as sinfonias que escreveu para se completar a si mesmo. A morte (em Viena, onde teve os primeiros êxitos) pôs termo a uma peregrinação por cidades onde dirigiu e executou a música de outros compositores (Wagner, Beethoven, Brahms) e onde, intermitentemente, escreveu a obra que redimiu a própria vida. Todos os dramas passam por essa música revolucionária: o judaísmo, a obscura conversão ao catolicismo, a paixão pela sua mulher (Alma), a literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lembra-se de ‘O Mundo de Sofia’ (1991), de Jostein Gaarder? Muita gente despertou para a ‘necessidade da filosofia’ com este livro. A Presença propõe para esta temporada ‘O Mistério do Jogo das Paciências’, um regresso aguardado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estávamos a divertir-nos, como é natural nestas festas." Martinho Iglesias, estudante, depois da carga policial durante a Semana Académica de Lisboa. Ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A polícia de NY cumpre o seu dever. E então se for, cruzes!, francês, socialista e judeu..." GAF, no blogue O Vermelho e o Negro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3615230081534700614?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3615230081534700614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3615230081534700614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-867.html' title='Blog # 867'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5987831568816380124</id><published>2011-05-16T00:35:00.001+01:00</published><updated>2011-05-16T00:37:46.837+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 866</title><content type='html'>A Feira do Livro de Lisboa “correu bem”. A afirmação é de ontem, mas podia ter sido – e foi – repetida ao longo dos últimos trinta anos. Tirando a chuva, episódica, os livros foram ao Parque, receberam visitas, tiveram autores e, felizmente compradores. Este ano, os rumores de que o negócio estará a baixar aqui e ali contaram com a Feira, uma espécie de barreira contra a crise e contra o ceticismo. Valha a verdade, a área da edição é a que mais contribui para o valor acrescentado das chamadas indústrias culturais, cerca de 70%. O mundo muda, a economia da cultura flutua, mas o livro mantém uma espécie rara de estabilidade essencial. Talvez por isso não receba apoios do Estado, que prefere espetáculo e palco. A Feira é uma garantia de sanidade para o mundo da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Contraponto acaba de publicar mais uma edição de ‘A Dama do Lago’, de Raymond Chandler. É um dos ‘livros dos livros’, uma espécie de monumento do ‘romance policial’. O detetive Philip Marlowe reinventa a grande arte, neste livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que temos a mais em vaidade falta-nos em trabalho e noção das responsabilidades." João Pereira Coutinho, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aqui não havia estrada mas havia gente e agora há estrada mas não há gente. Desolação de luxo." Luís M. Jorge, no blogue Vida Breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5987831568816380124?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5987831568816380124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5987831568816380124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-866.html' title='Blog # 866'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-2561571405861766220</id><published>2011-05-14T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-05-14T00:10:00.189+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Raspanete</title><content type='html'>Foi uma semana interessante. De um lado, um “hat-trick” de Pizzi a pôr o FC Porto em sentido, merecidamente. Dois dos golos do Paços de Ferreira são praticamente inexplicáveis numa equipa que, depois de conquistar o título de campeão, não pode justificar tamanhas distracções ou flutuações de “temperamento defensivo”. Sendo certo que a taça do título estava ali para festejar e ser festejada, também um mínimo de brio e de respeito pelos adeptos devia exigir uma atitude mais sólida aos jogadores do FC Porto. Perdeu-se alguma coisa? Não. Ficou o título diminuído? Não. Mas sobra uma ligeira e dispensável agonia daquele jogo que devia constituir uma antecâmara da festa que se lhe seguiu. Foi esta festa prejudicada? Não, porque os adeptos foram pacientes e sabem mostrar, em todos os momentos, a paixão pela equipa. Mas, mesmo assim, não é admissível detectar, naquela segunda parte do jogo, um tamanho número de distracções. Quantas? Duas – fatais, definitivas. E dispensáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que – argumentarão os mais frios e temperados –, neste momento, quase todos os esforços do clube estão voltados para as duas competições que falta ganhar esta época – a Liga Europa e a Taça, e que o resto do campeonato perdeu importância. Pode ser, mas há representações simbólicas que não devem ser esquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, passado o raspanete, há o segundo momento da semana: o desfile, no relvado do Dragão, dos guerreiros que conquistaram o título. Moutinho coxeando e feliz, Falcao, Hulk, Freddy, Helton, Alvaro Pereira, James, Belluschi, Rolando e Fernando, Micael e Sapunaru, Sereno e Fucile, Maicón e Sousa – entre todos os que devolveram ao FC Porto a alegria de celebrar o título, com esta vantagem superior e memorável. Eles que celebrem – e que se preparem para os dois embates finais e decisivos. Estaremos à espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Nesta altura do campeonato estava a fazer falta mais um vídeo de Jacinto Paixão. Esta gente não tem emenda – nem sabe manejar câmaras de vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 14 Maio 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-2561571405861766220?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2561571405861766220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2561571405861766220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/raspanete.html' title='Raspanete'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6735151200565210805</id><published>2011-05-13T19:06:00.001+01:00</published><updated>2011-05-13T19:08:39.607+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 865</title><content type='html'>Manuel António Pina é um poeta raríssimo – uma sorte tê-lo na nossa língua. A sua obra é uma referência de beleza e de perplexidade, uma investigação sobre a natureza da própria poesia e da profunda religiosidade que a cerca, limita e abre para o resto do mundo. Tem um poema (“A poesia vai acabar”, do seu primeiro livro ‘Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo, Calma é Apenas um Pouco Tarde’, de 1974), entre muitos, que me maravilha e comove – e onde pergunta: “Que fez algum poeta por este senhor?” Essa interrogação estende-se a quase todos os seus livros (traduzindo: o que faz a poesia pelas pessoas?) como uma procura do humano e do poético. O Prémio Camões não festeja apenas uma das vozes maiores da nossa língua – é a homenagem a um grande poeta em qualquer geografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mesmo para quem não “aprecia” contos: as histórias de ‘O Homem do Turbante Verde’, de Mário de Carvalho (Caminho), são desafios da ironia, um verdadeiro contratempo contra a literaturazinha – eu corria, já, a reservar o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Pegámos nas nossas coisas e fomos fazer a festa, como temos feito desde que aqui estamos." Jel, dos Homens na Luta, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É tudo tão estúpido que chega a ser perfeito." Filipe Nunes Vicente, no blogue Mau-Mau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6735151200565210805?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6735151200565210805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6735151200565210805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-865.html' title='Blog # 865'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-1149874785389853104</id><published>2011-05-12T01:19:00.000+01:00</published><updated>2011-05-13T21:55:39.761+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 864</title><content type='html'>Este ano, o Festival da Eurovisão teve um ingrediente extra: os Homens da Luta. Depois da polémica sobre a “votação nacional”, a pré-campanha mediática na Alemanha correu bem para os irmãos Nuno e Vasco Duarte, aliás Jel e Falâncio: as câmaras de televisão europeias corriam atrás deste grupo exuberante, burlesco, colorido e português. O espetáculo verdadeiro terminou nessa altura, como se sabe. Se bem que o Festival da Eurovisão não seja um palco de extraordinários talentos musicais (ninguém recorda uma única das canções a concurso anteontem), os votos não foram suficientes para levar adiante a caravana eufórica dos portugueses. Não são precisas teorias da conspiração; os Homens da Luta atingiram os objetivos: chocar algumas almas e ganhar espaço junto das luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O novo romance de Patrícia Reis, ‘Por este Mundo Acima’ (Dom Quixote) sai para as livrarias na próxima terça-feira. Cenário: uma Lisboa destruída por um acidente. Personagem principal: um editor rodeado de livros e de memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois das eleições vai tudo andar a toque de caixa. Isto é, não há pão para doidos." António Ribeiro Ferreira, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É nessa indústria que temos de investir. Propaganda, mais propaganda. Em bicos de pés." Miguel Castelo Branco, no blogue Combustões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-1149874785389853104?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1149874785389853104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1149874785389853104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-864.html' title='Blog # 864'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-8235786490444446376</id><published>2011-05-11T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-05-11T00:10:00.054+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 863</title><content type='html'>O documentário ‘Pare, Escute, Olhe’, de Jorge Pelicano, recebeu – em Itália – o oitavo prémio da sua carreira em festivais e salas de cinema. De que trata o filme? Da Linha do Tua. Se o leitor nunca viajou na Linha do Tua vê o assunto como uma excentricidade do Portugal das montanhas e do deserto nordestino, onde um rio e uma linha de comboio se transformam em cenário para a construção de uma hidroelétrica. Pode ser. Tal como a Linha do Tua, outras ferrovias foram abandonadas para que o território pudesse ser ocupado por asfalto e camionagem. Se é verdade que “alta velocidade” nunca passará pelas montanhas, não é menos verdade que ficamos mais pobres se esquecermos a paisagem, os seus povos e a sua memória. Jorge Pelicano e o seu filme são um emblema dessa memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Casa Fernando Pessoa, em Campo de Ourique, Lisboa, abre as suas portas, a partir de amanhã, para uma exposição da fotógrafa inglesa Maureen Bisilliat: ‘A João Guimarães Rosa.’ Tudo para conhecer o grande sertão brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chegaremos ao pântano deitados ao sol." Fernanda Cachão, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando se perde o sentido da simplicidade dá para tudo. Até para não ver o que é evidente." Nicky Florentino, no blogue Albergue dos Danados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-8235786490444446376?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8235786490444446376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8235786490444446376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-863.html' title='Blog # 863'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-8085512238973499607</id><published>2011-05-10T01:43:00.002+01:00</published><updated>2011-05-10T01:45:24.354+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 862</title><content type='html'>Um pouco de memória dos vivos: devem hoje festejar-se os oitenta anos de Ettore Scola. A nossa memória adolescente retém de Scola sobretudo o trágico e burlesco ‘Feios, Porcos e Maus’, o que é uma pena. ‘Tão Amigos que Nós Éramos’ (com Manfredi, Grassman ou Stefania Sandrelli) é um encontro com o pós-guerra e a ilusão da infelicidade, ‘A Noite de Varennes’ (um elenco de luxo: Jean-Louis Barrault, Mastroianni, Hanna Schygulla, Piccoli, Harvey Keitel, Trintignant) mostra o palco do combate entre a revolução e a liberdade, ‘Um Dia Inesquecível’ (Mastroianni e Sophia Loren) transporta-nos ao universo do fascismo, e há ainda a grandeza plástica de ‘Le Bal’. Antes de colocarmos Scola na bolsa de efemérides, seria bom assinalarmos a sua vida e a nossa memória do seu cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Desde ontem, e até ao próximo dia 21, a Biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa apresenta uma exposição sobre ‘Os Livros de M.S. Lourenço’ – poeta, filósofo e matemático (1936-2009). Um nome discreto, uma presença importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"São as lendárias guerras entre os tipos que “dividiram o mundo” e os tipos a quem pedimos sopa." Luís M. Jorge, sobre os vídeos luso-finlandeses. No blogue Vida Breve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com os Homens da Luta aqui a fazer a nossa diplomacia, Portugal ‘tá’ safo." Jel, dos Homens da Luta, na Alemanha. Ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-8085512238973499607?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8085512238973499607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8085512238973499607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-862.html' title='Blog # 862'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5074776944646464458</id><published>2011-05-09T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-05-09T00:10:00.816+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 861</title><content type='html'>Está em votação uma lista de iguarias para designar, daqui a uns tempos, as “Sete Maravilhas” da nossa gastronomia. Dos pasteis de bacalhau à alheira de Mirandela, do polvo assado no forno ao pudim Abade Priscos, a lista é confortável e, no mínimo saborosa. A cozinha portuguesa, ou “a nossa história alimentar”, para retomar uma expressão de Alfredo Saramago, é uma espécie de “fusão”, coisa que está ainda um pouco na moda. Quem olhar para estes pratos (amêijoas à Bulhão Pato, tripas à moda do Porto, etc.) percebe que somos um país pequeno demais para tanta diversidade, tanto sotaque de temperos e tanta arqueologia gastronómica. É isso que faz da paisagem portuguesa uma variação permanente que precisa de ser divulgada. O património imaterial é isso mesmo: um sabor furtivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O australiano Peter Carey é o autor do extraordinário ‘Oscar e Lucinda’ – regressa às nossas livrarias com um novo romance, ‘O Seu Lado Clandestino’ (Dom Quixote), uma história sobre o radicalismo político americano dos anos 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vida é para ser vivida, não morrida." Francisco Nicholson, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está um dia propício para a prática da leitura e sinto-me muito ansioso." No blogue Ouriquense.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5074776944646464458?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5074776944646464458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5074776944646464458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-861.html' title='Blog # 861'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-8386094855324888329</id><published>2011-05-07T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-05-07T00:10:00.511+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Eleitos e escolhidos</title><content type='html'>Estava escrito que seria uma final entre duas grandes equipas portuguesas – a viagem a Dublin será o culminar de uma boa época internacional para o FC Porto e para o SC Braga. Evidentemente que a festa minhota foi, ontem, mais notória e justificada do que a passagem do FC Porto à final; não apenas pelos golos de Custódio e de Vandinho que garantiram uma soma positiva no resultado da eliminatória, mas porque a final europeia de Dublin é uma experiência fantástica para a equipa de Domingos. Além do mais, o seu adversário considerava (nas palavras de Fábio Coentrão) a obrigação “de ganhar a Liga Europa para esquecer esta época” em que ficara pelo caminho no campeonato e na Taça. Muitos são os eleitos, poucos os escolhidos, como se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, com 21 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, além de finalista da Taça de Portugal e da Liga Europa, o FC Porto bem pode considerar que esta época (que começou da melhor forma, com a conquista da Supertaça) ficará bem no retrato de conjunto do clube. Mas as épocas desportivas têm uma história, têm um passado e um presente – e é necessário relembrar que, para chegar até aqui, o FC Porto lutou dentro do campo, sobre as quatro linhas, e teve de suportar a arrogância desmedida dos que gostam de atribuir títulos por televoto. Basta recordar o cepticismo e a deselegância como André Villas-Boas foi recebido no início da época, e como parte substancial da imprensa considerava, de antemão, que o título estava entregue. Nem Villas-Boas nem um plantel que soube resistir às pressões e à desconfiança cederam um milímetro. Villas-Boas provou que o seu talento de estratega e de organizador podem fazer dele um “special one” sem tiques de soberba e mantendo sempre aquilo que, nesta coluna, defendi que deveria ser uma das qualidades essenciais do treinador do FC Porto: cavalheirismo. Falta ultrapassar duas competições importantes, além da principal, o campeonato – mas Villas-Boas já mostrou esse talento e essa qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 7 Maio 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-8386094855324888329?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8386094855324888329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8386094855324888329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/eleitos-e-escolhidos.html' title='Eleitos e escolhidos'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6252041870299082961</id><published>2011-05-06T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-05-06T00:10:00.376+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 860</title><content type='html'>O que aconteceu antes do começo? Mistério. É para responder a essa questão que Ed Falco vai concluir uma ideia original de Mario Puzo, o autor de ‘O Padrinho’, a fim de contar a história da ascensão de Vito Corleone na máfia novaiorquina. No final dos anos oitenta, Puzo tinha publicado ‘O Último dos Padrinhos’ (‘The last Don’), que era uma espécie de voo controlado sobre todas as suas histórias da máfia – fascinantes, perversas, sem perdão (ao contrário do terceiro episódio da saga realizada por Coppola, em que Al Pacino se “santifica”). Habituados a sequelas dos filmes e dos romances, vamos agora ser confrontados com a reinvenção do passado de Vito (aliás, Marlon Brando no cinema). Além de exercício fascinante é a homenagem a uma histórias mais marcantes do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Guerra e Paz em combate pelo urbanismo: ainda em maio, a editora publicará ‘Manual de Crimes Urbanísticos’, de Luís F. Rodrigues, prefácio de Gonçalo Ribeiro Telles – um retrato do caos, da corrupção e, sobretudo, da indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Até a Troika considera que é importante dotar de verbas a conservação do património português." Elísio Summavielle, Sec. Estado da Cultura. Ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que vieram estes senhores cá fazer? Simples: o que estão a fazer em todo o lado." Daniel Oliveira, no blogue Arrastão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6252041870299082961?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6252041870299082961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6252041870299082961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-860.html' title='Blog # 860'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-2652715398554248583</id><published>2011-05-05T00:04:00.001+01:00</published><updated>2011-05-05T00:08:19.186+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 859</title><content type='html'>É curioso o drama de Jim Caviezel, que interpretou o papel de Jesus Cristo na tela. Tratava-se de um filme intragável com o título ‘A Paixão de Cristo’, realizado por Mel Gibson. Gibson é um cristão paranoico, exaltado e antissemita que levou para o cinema não só a velha tese (abandonada pelo Vaticano) de que foram os judeus a condenar Cristo, mas também a mistura abundante de sangue, martírio e delírio histórico. Acontece que Caviezel vê no seu trabalho o sinal da conspiração orquestrada por uma “internacional anticristã”: ele, que atuou em ‘A Barreira Invisível’ e ‘O Conde de Monte de Cristo’, está agora sem emprego “por ter sido Cristo”. Ou seja, em vez de pensar bem no assunto e tomar juízo como ator, decide-se pela ideia do ‘castigo divino’. É uma questão de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guimarães publica a série “Pessoa Editor” destinada a imprimir os livros que Pessoa gostaria de ter editado na casa Olisipo. Começa com ‘Principais Poemas de Edgar Allan Poe’, em versões do próprio e de Margarida Vale de Gato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Portugal terá de pedir perdão de parte da dívida ou deixar de pagar. É o que irá acontecer." Armando Esteves Pereira, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ou então está tudo doido, é a única maneira de compreender isto." Vasco Lobo Xavier, no blogue Mar Salgado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-2652715398554248583?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2652715398554248583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2652715398554248583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-859.html' title='Blog # 859'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5914448484227369086</id><published>2011-05-04T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-05-04T00:10:00.944+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 858</title><content type='html'>Foi tardiamente, como um rapaz da província que chega a Lisboa e gosta de cinema: tinha acabado de descobrir o Quarteto, quatro salas de cinema com cadeiras pouco confortáveis e queixas de que havia pulgas aqui e ali. Víamos, naquelas salas, o cinema (escolhido por Bandeira Freire) que faltava noutras telas que daí a uns tempos se adaptaram às pipocas e aos refrescos. Recordo isso porque a Medeia vai encerrar as suas salas no Saldanha Residence, em Lisboa. No fim de contas, acho que há coisas incompatíveis: cinema independente, ou “mais independente”, e um certo luxo. Não significa que tenha de haver pulgas, mas, enfim, um certo recato que nos lembre o que estamos a fazer. O comércio da cultura não pode competir com o puro entretenimento e o negócio de refrigerantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Objectiva vai publicar as crónicas de Joana Amaral Dias, com o título ‘Portugal a Arder’. No prefácio, J. Medeiros Ferreira diz o essencial: Joana pertence a uma “corrente de pensamento de esquerda crítica que respira liberdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É de pasmar a forma como o Estado distribui o seu dinheiro em subsídios." Pedro S. Guerreiro, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho que os americanos mataram o morto porque um símbolo tão monstruoso tem de ser liquidado." GAF, no blogue O Vermelho e o Negro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5914448484227369086?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5914448484227369086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5914448484227369086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-858.html' title='Blog # 858'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-7806295383957169792</id><published>2011-05-03T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-05-03T00:10:00.247+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 857</title><content type='html'>Num artigo publicado no jornal inglês ‘The Guardian’, sugeria-se que Osama Bin Laden se teria inspirado em Isaac Asimov (1920-1992), o escritor de ficção científica, para designar a sua organização. A obra principal de Asimov, ‘Fundação’, foi traduzida nos anos 70 para o árabe com esse título, ‘Al Qaeda’. Ora, há uma grande semelhança entre o argumento do livro de Asimov e os objetivos de Bin Laden, bem como entre os métodos de Hari Seldon, o protagonista de ‘Fundação’, e os do terrorista saudita: mensagens em vídeo, seguidores que vivem em cavernas para lutar contra o Império, treino militar e psicológico, rede informática global, etc. Para lá do fundamentalismo islâmico, a visão das ruínas e das chamas veio da literatura. Da ficção científica que um dia se torna real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a política não terminou, como Francis Fukuyama previa em ‘O Fim da História; o novo livro leva o título ‘As Origens da Ordem Política’, e acaba de sair nos EUA. As suas 600 páginas serão publicadas em 2012 pela Dom Quixote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Ao contrário do que muitos pretendem, hoje não há ‘mas’. Como há uma década, em Nova Iorque." João M. Fernandes, no blogue French Kissin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As eleições serão um plebiscito ao FMI. Aos portugueses resta apenas uma escolha de caráter." José Rodrigues, ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-7806295383957169792?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7806295383957169792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7806295383957169792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-857.html' title='Blog # 857'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-1507504297819779219</id><published>2011-05-02T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-05-02T00:10:00.461+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 856</title><content type='html'>Passam hoje 400 anos sobre a data da impressão do primeiro exemplar da Bíblia do rei Jaime I (James) de Inglaterra. Na tradição latina o assunto pode não ter muita importância; mas, na verdade, é um marco quer para a teologia, para a política ou para a literatura posteriores (os grandes autores do cânone, em língua inglesa, seguem esta versão). Trata-se da primeira tradução integral, rigorosa e comentada da Bíblia para a língua popular, ou vernácula. A partir daí, a Bíblia passou a estar disponível para discussão, deixando de ser um texto reservado à liturgia e ao clero. Mais: pela primeira vez no Ocidente, houve uma preocupação literária e estilística na sua tradução. No mundo católico da época, pelo contrário, ler a Bíblia podia ser uma ato de heresia fulminante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jazz? Tudo o que José Duarte imaginou sobre o mundo do jazz está em ‘Jazzé e Outras Músicas’, a sua série de livros sobre a ‘grande música’. Na próxima sexta-feira chega-nos o terceiro volume da sua coleção. Eu vou de sax tenor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para a semana, com sol, veremos se a crise irá influenciar as vendas." Joaquim Maçã, da editora Tinta da China, sobre a Feira do Livro. Anteontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O homem produz num mês espermatozóides suficientes para fecundar as mulheres do distrito." Filipe Nunes Vicente, no blogue Mar Salgado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-1507504297819779219?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1507504297819779219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1507504297819779219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/05/blog-856.html' title='Blog # 856'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-4218621744097180022</id><published>2011-04-30T01:01:00.001+01:00</published><updated>2011-04-30T01:02:59.678+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Três exemplos bastam</title><content type='html'>Depois de, ontem, ver o segundo golo do FC Porto, o de Freddy Guarín, as coisas ganharam algum sentido. As coisas, quer dizer, a vida, mereciam-no. Foi, como se recordam, um golo em dois tempos, com uma primeira parte primorosa em que desviou dois adversários da linha de corrida e uma segunda parte amável e, simultaneamente, crudelíssima, em que a bola acaba por lhe ser devolvida. O resto, ou seja, o toque de cabeça final de Guarín, não faz parte do golo – é pura elegância guerreira e capacidade de decidir numa fracção de segundo; está, sinceramente, além do golo, até porque alguém que finta a margem direita do Villareal e se apresenta diante do guarda-redes com aquela disposição, já merece o golo. Por isso o toque de cabeça é como que o terceto final do soneto que Guarín compôs, ele que não parece poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o terceiro, com aquela via ligeiramente despedaçada por Hulk, entra também na história. Em primeiro lugar, porque o árbitro estava disposto a deixar, alegremente, que o Villareal torpedeasse os meniscos do portista; em segundo lugar, porque o toque de Falcao é milimetricamente seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos do quarto: um golo de ave, de quetzal, em voo ligeiramente pronunciado, empurrando o ar com o movimento do corpo, gesto de puro e indiscutível talento – só Falcao poderia tê-lo marcado diante da assembleia de incréus que veio das Espanhas, precedido da habitual fama com que os bárbaros se anunciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São três exemplos simples para provar a excelência de uma equipa campeã e superior. Talvez sejam três argumentos decisivos para que o FC Porto possa adquirir o direito de comparecer em Dublin, a discutir a final da Liga Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Ao mesmo tempo, em Madrid, o Real perdia mais uma vez com o Barcelona. É assim tão superior, o Barça? Não; aprendeu a tomar conhecimento do campo todo, em vez de se ficar pelo primeiro terço, como um simples atrevido que mascara a sua covardia com a palavra “cautela”. Ora, o Real não foi cauteloso. Foi uma equipa condenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 30 Abril 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-4218621744097180022?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4218621744097180022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4218621744097180022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/tres-exemplos-bastam.html' title='Três exemplos bastam'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-511214921736272307</id><published>2011-04-29T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-04-29T01:03:39.764+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 855</title><content type='html'>Começou ontem a Feira do Livro de Lisboa. Ouço falar de inovações acerca do espaço que atualmente ocupa no Parque Eduardo VII, e que terão lugar em 2013. Pessoalmente, gosto da feira assim e já lhe vejo demasiadas inovações mas provavelmente estarei sozinho, porque as pessoas, em geral, gostam de “coisas novas”, “animação” e “novo design”. Gosto da feira de barraquinhas onde os livros se amontoam e se procuram. Gosto da feira como uma oportunidade de encontro e de perdição, sem demasiadas “atividades paralelas” a atrapalhar a vida dos passeantes e dos editores. Gosto, enfim, da feira onde os autores são atropelados por leitores curiosos ou apaixonados, sentados onde calha, e não dispostos como fornecedores de autógrafos. Podem mudar, sim, mas esta é a feira de que gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A nova selecção de crónicas de António Lobo Antunes está a sair. Leva o título ‘Quarto Livro de Crónicas’ (Dom Quixote) e tem esta originalidade: inclui um CD com dez crónicas lidas pelo próprio autor. Texto e voz de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Antes de desmaiar, ainda o ouvi dizer para me levantar e não dar nas vistas." Anjie, espancada pelo marido. Ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não acordava tão sobressaltado desde que adormeci ao ver o Michael Jackson pela primeira vez." Pedro Vieira, no blogue Irmão Lúcia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-511214921736272307?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/511214921736272307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/511214921736272307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-855.html' title='Blog # 855'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6703990670649113322</id><published>2011-04-28T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-04-28T00:10:00.164+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 854</title><content type='html'>Vitorino Magalhães Godinho (1918-2011) não era apenas um professor ou um notável historiador dos Descobrimentos: era uma figura tutelar da cultura portuguesa, frequentemente ignorado pelo Portugal “contemporâneo”. O país que Magalhães Godinho estudou com rigor e paixão é o mesmo país que, como acontece desde o século XVI, se recusa a olhar a sua imagem no espelho da História, vivendo de ilusões caras e de mentiras banais. Perseguido pela ditadura, banido da universidade, Godinho construiu no estrangeiro uma obra notável que seria útil estudar para compreender melhor as suas difíceis conclusões: que a nossa participação na história global exige mais qualidade, mais trabalho, mais inteligência e mais rigor. Na morte de Vitorino Magalhães Godinho, devemos-lhe essa reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um clássico do romantismo, embora La Motte-Fouqué (1777-1843) seja um desconhecido: ‘Ondina’ sai por estes dias (Antígona) e com prefácio de Teolinda Gersão. Recentemente, Neil Jordan adaptou-o ao cinema. Lê-lo é outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não posso dizer […] porque senão os ladrões ficariam também a saber." João Cordeiro, Presidente Ass. Nac. das Farmácias, sobre as medidas de segurança a adotar pelas farmácias. Ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Parece que anda tudo a engolir sem espinhas esta zanga entre Sócrates e Teixeira dos Santos." Bruno Faria Lopes, no blogue Elevador da Bica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6703990670649113322?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6703990670649113322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6703990670649113322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-854.html' title='Blog # 854'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3671232089215710074</id><published>2011-04-27T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-04-27T00:10:00.256+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 853</title><content type='html'>É uma má notícia para os dietistas e caçadores de imoralidades calóricas: a ‘francesinha’ faz parte do nosso orgulho. O sítio AOL Travel acaba declarar que ela é a oitava melhor sanduíche do mundo, uma espécie de Machu Pichu da culinária de bar. A ‘francesinha’ deve ser comida de garfo e faca, e nas dez primeiras da lista, apesar da abundância de ingredientes, só o ‘kati roll’ (de Calcutá, em sexto lugar) se lhe compara em elegância – todas as outras só podem ser comidas com manifesto prejuízo das maneiras à mesa. A ‘fast food’ portuguesa pode ser enriquecida com a ‘francesinha’, à semelhança do que a cadeia Habib’s já fez com o pastel de nata ou o bolinho de bacalhau. Podíamos, claro, chamar-lhe ‘portuguesinha’ e licenciá-la como parte do nosso ‘património imaterial’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de trapezismo na economia contemporânea pode ser lido em ‘23 Coisas que Nunca lhe Contam Sobre a Economia’, de Ha-Joon Chang (Clube do Autor). Se não conhece o autor, não ligue – os mitos da economia não têm assinatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A verdade nunca fica bem na fotografia." Fernanda Cachão, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De nada vale chegarmos a acordo quanto a uma decisão errada. Continua errada." André Abrantes Amaral, no blogue O Insurgente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3671232089215710074?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3671232089215710074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3671232089215710074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-853.html' title='Blog # 853'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5761125625444601186</id><published>2011-04-26T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-04-26T00:10:00.050+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 852</title><content type='html'>Passam amanhã 120 anos sobre o nascimento do ucraniano Sergei Prokofiev. Conhecemos sobretudo a peça ‘Pedro e o Lobo’, um prodígio de simplicidade e de arte narrativa, bem como a música dos filmes de Eisenstein (‘Ivan, o Terrível’, nomeadamente) ou a sua ligação ao bailado (compôs ‘Romeu e Julieta’ para o Kirov). É pouco, mas o leitor pode escutar os seus concertos para piano. O que surpreende em Prokofiev é a sua ligação amargurada à ditadura de Estaline (morreram no mesmo dia), depois de ter passado larga temporada nos EUA (onde privou com Rachmaninoff) e em Inglaterra (onde conhece Stravinsky). O regime festejava-o e perseguia-o (e à sua família), em simultâneo. O estalinismo considerou-o um ‘formalista’, e a sua música anti-democrática. Resistiu ao tempo, como se vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sai a 16 de Maio para as livrarias e vou lê-lo sem hesitar: ‘Os Cem Passos’, do luso-americano Richard C. Morais (Dom Quixote), promete emoções para quem gosta, ao mesmo tempo, de literatura e de gastronomia (indiana e francesa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Sempre houve pessoas que nunca viveram senão em crise e no teatro somos o exemplo disso." Joaquim Benite, ontem, no CM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há pregadores que usam os dias santos para infernizar os raros prazeres dos compatriotas." Luís M. Jorge, no blogue Vida Breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5761125625444601186?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5761125625444601186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5761125625444601186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-852.html' title='Blog # 852'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-464787878504893759</id><published>2011-04-25T01:35:00.000+01:00</published><updated>2011-04-25T01:37:16.338+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 851</title><content type='html'>João Maria Tudela será sempre lembrado por “Kanimambo” – eu recordá-lo-ei por “Lourenço Marques”, uma canção romântica que transportava, não apenas a memória colonial, mas a homenagem à “cidade das acácias”, a “pérola do Índico”. O tempo não foi justo nem injusto para com João Maria Tudela – foi o grande cantor do “verão eterno” daquele Moçambique, e calhou-lhe ser afastado e vetado pelo regime de então, bem como pelo que se lhe seguiu em 1974. Há uma maldição que persegue os que não têm território. Ia lembrar outros nomes que deixaram de ter pátria, como Rui Knopfli, poeta que não pôde ser moçambicano nem se sentiu, nunca, inteiramente português. Diz-se que os últimos tempos não foram felizes para Tudela; ele será, para as novas gerações, uma antiguidade a redescobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Brasil transformou Hugo Gonçalves? Talvez. A prova está em ‘Fado, Samba e Beijos com Língua’ (Clube do Autor), o novo livro do autor de ‘O Coração dos Homens’ e de ‘O Maior Espetáculo do Mundo’. Lançamento amanhã ao fim da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A única concepção democrática que existe na cabeça dos fanáticos não admite discórdias." João Pereira Coutinho, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os imortais não são mais à prova de morte do que os cidadãos anónimos." Paulo Araújo, no blogue Dias Com Árvores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-464787878504893759?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/464787878504893759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/464787878504893759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-851.html' title='Blog # 851'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-9048968859733206090</id><published>2011-04-23T00:21:00.000+01:00</published><updated>2011-04-24T00:23:18.176+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>1,98 por cento bastou</title><content type='html'>Um jogo só está ganho quando termina; uma eliminatória termina ao fim de dois jogos. Este princípio, geralmente aceite, tem excepções – e, apesar da época excelente do FC Porto, ele não serviu para moderar a paixão da imprensa e o seu gosto antecipado pela previsibilidade a propósito das meias-finais da Taça de Portugal. Erro crasso e falhanço nas previsões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a generalidade dos comentadores que ouvi na rádio, antes e durante os primeiros minutos de jogo, tratava-se de o Benfica aguentar a pressão “que decerto existiria” e de o FC Porto “tentar a vitória” mas sem colocar em perigo a passagem – garantida, como de costume – dos encarnados à final. O que o jogo de anteontem demonstrou foi o seguinte: o FC Porto estava disponível para discutir não só as evidências dos comentários mas, sobretudo, discutir o essencial, que era futebol. E ganhou, apesar de, nesse mesmo dia, o “Público” ter anunciado que, de acordo com a conhecida fiabilidade das estatísticas, só ter 1,98 por cento de possibilidades de passar à final (tendo em conta 101 jogos entre as duas equipas no estádio do Benfica). Pois foram esses 1,98 por cento que abriram a porta a uma das vitórias mais saborosas da temporada (até ao momento); se havia 1,98 por cento de hipóteses, seria por aí que o FC Porto seguiria, como seguiu, mostrando que não há jogos para “cumprir calendário” nem derrotas de que se não possa redimir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A magnífica prestação ofensiva de que se distinguiu o tridente goleador (Moutinho, Hulk e Falcao) serviu, também, para confirmar as opções de André Villas-Boas que não foi à Luz para sujeitar a sua equipa às provações de um jogo mastigado e defensivo, como queria Jorge Jesus, confiante em que a semana da Páscoa lhe seria favorável e em que há sempre uma estrelinha a favorecer o clube que ainda representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisto tudo, um momento menos agradável: as luzes mantiveram-se acesas no estádio e o sistema de rega não funcionou. Alguma coisa, portanto, continuava a falhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 23 Abril 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-9048968859733206090?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/9048968859733206090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/9048968859733206090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/198-por-cento-bastou.html' title='1,98 por cento bastou'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-8029870208150261334</id><published>2011-04-22T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-04-22T00:10:00.342+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 850</title><content type='html'>A semana da Páscoa trouxe-nos a estreia de ‘Jane Eyre’, o filme de Cary Fukunaga, com Mia Wasikowska, Michael Fassbender e Judi Dench. Será matéria para cinéfilos – por mim, recomendo que se leia, também, o livro, um dos romances essenciais da literatura europeia, de Charlotte Brontë (a irmã de Emily, autora de ‘O Monte dos Vendavais’, e de Anne, a de ‘Agnes Grey’). ‘Jane Eyre’ é um dos livros fundadores do primeiro feminismo: trata de um combate pela independência e pela dignidade, encetado por uma heroína rara na literatura da época (segunda metade do século XIX inglês), ainda respirando os versos do último romantismo e os acordes da poesia de Byron ou Keats. Juntamente com o livro da irmã Emily e com ‘Orgulho e Preconceito’, de Jane Austen, é inesquecível e poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para interessados em jornalismo de investigação, teorias da conspiração e afins, a Casa das Letras publica, no início de Maio, ‘Nos Bastidores da Wikileaks’, o livro de Daniel Domscheit-Berg, ex-número dois de Julian Assange.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se pensa que não é possível mais tiros nos pés, o PSD arranja sempre forma de dar mais um." Pedro Marques Lopes, no blogue União de Facto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos estar potencialmente atentos às pessoas que possam pôr em risco a vida de terceiros." Pedro Costa Lima, GNR, sobre a ‘Operação Páscoa’. Ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-8029870208150261334?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8029870208150261334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8029870208150261334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-850.html' title='Blog # 850'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-1399575937038090935</id><published>2011-04-21T18:10:00.001+01:00</published><updated>2011-04-21T18:11:52.198+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 849</title><content type='html'>Não sou admirador de ‘Tintim’ e acho que, até hoje, devo ter lido quatro ou cinco. Os personagens de que mais gosto são o capitão ‘Haddock’ e a episódica ‘Castafiore’. Acho ‘Tintim’ um aborrecido e o cão ‘Milou’ parece-me um gato. Seja como for, em Setembro começará na Bélgica o julgamento que decidirá se ‘Tintim no Congo’ é um livro racista. Se o tribunal estiver de acordo, o livro levará uma cinta onde se advertirá sobre o "conteúdo incorreto" e as livrarias não poderão publicitá-lo; há bibliotecas onde o livro foi retirado da área infantil e só é lido com autorização especial. São sinais dos tempos, compreensíveis mas idiotas. Um dia, todos levaremos uma placa a dizer que somos mafarricos e já tivemos pensamentos indecentes e impróprios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-1399575937038090935?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1399575937038090935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1399575937038090935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-849.html' title='Blog # 849'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3064016055227574950</id><published>2011-04-20T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-04-20T00:10:00.116+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 848</title><content type='html'>Sorte a minha. Durante anos ignorei a existência de um livro intitulado ‘Single &amp;amp; Single’, de John Le Carré (Dom Quixote, de 1999). Leio-o comovido – é do melhor que Le Carré escreveu: uma prosa finíssima, elegante, crua e poética em simultâneo. Uma história que nos reenvia às transformações na ex-URSS, a um palco de personagens reservadas para o descalabro ou para a melancolia. Precisamente a melancolia: não há cultura superior nem civilização sem o seu perfume. Estes personagens transportam uma reserva de lágrimas que não mostram – por pudor. Amam terrivelmente. Sofrem sem limites. Se fossem portugueses, morreriam de saudade. E morrem, mesmo assim, como gente rebelde e destinada a fazer qualquer coisa de trágico e de glorioso, em nome do amor ou da própria melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, não consigo resistir ao folhear as páginas de ‘Cozinha. O Coração da Casa’ (Civilização Editora), de Nigella Lawson, ‘a Nigella’: nem é pela comida; é mais pelo efeito. Os meus leitores sabem do que eu falo. É por Nigella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As pessoas vão sempre precisar de música." Mikkel Solnado, músico, filho de Raul Solnado. Ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Segundo vozes viperinas, Mário Soares não para; desta vez mandou Fernando Nobre para o PSD." Tomás Vasques, no blogue Hoje Há Conquilhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3064016055227574950?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3064016055227574950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3064016055227574950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-848.html' title='Blog # 848'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-8141287553901577142</id><published>2011-04-19T01:03:00.002+01:00</published><updated>2011-04-19T01:06:13.813+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 847</title><content type='html'>Inicia-se, em “termos civis”, a “temporada da Páscoa”. Tal como o Natal, a Páscoa perdeu relevância religiosa nas nossas sociedades. A morte de Cristo, no mundo católico, deixou de ser um símbolo para passar a ser uma referência que não convém ser demasiado cruel; da simbologia passou-se à mais prosaica obrigação das “férias de primavera” onde não há jejum nem temperança, mas procura da primeira praia apesar das previsões meteorológicas. O judaísmo mantém o ritual da Passagem (‘Pessah’) e da Libertação (dos escravos do Egito), provavelmente o que mais perdura, com o seu cerimonial discreto e heterodoxo. Mas, num mundo prosaico e sem mitos fundadores, a “sociedade civil” procura, sobretudo, os feriados e a antecipação do lazer. A crise apenas agudiza esta falta de sentido. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Pequena relíquia: os contos do uruguaio de Montevideo, Felisberto Hernández (‘Contos Reunidos’), são um clarão primaveril, misto de prosa e poesia – mais um lançamento da série Ovelha Negra, da Oficina do Livro. Relíquia, sim. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "Todos sabem quem é o ladrão, mas toda a gente tem medo." Augusto Santos, sobre os assaltos às campas no cemitério de Sta. Maria da Feira. Ontem, no CM. "Nesta fase as pessoas têm mais que fazer do que pensar em alternativas para vencer a crise." Teresa Ribeiro, no blogue Delito de Opinião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-8141287553901577142?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8141287553901577142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8141287553901577142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-847.html' title='Blog # 847'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6464911892433976901</id><published>2011-04-18T18:36:00.002+01:00</published><updated>2011-04-18T18:40:28.086+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><title type='text'>Finalmente, a política</title><content type='html'>Finalmente, a política. Fui convidado, como independente, para a lista de candidatos a deputados pelo PSD no círculo de Bragança – e aceitei. As razões são simples e prendem-se, todas elas, com a necessidade de responder a um desafio para a participação na vida portuguesa. Há muitas formas de o fazer — esta é uma delas. A participação activa na vida política nunca foi uma das minhas prioridades acima de todas as outras; a experiência dos últimos anos, no entanto, é dramática: a indiferença destruiu a capacidade de o país escolher, interrogar-se, pensar, escolher e agir. Essa indiferença conduziu, não raro, a formas obtusas de ressentimento, de mistificação, de medo, de mau governo e — finalmente — a um caos em que o debate, a troca de ideias e o esforço colectivo foram desprezados, até chegarmos a um ponto em que a indiferença diante do mau governo se tornou tolerada e, até, apreciada e valorizada. Essa perversão da vida democrática é inaceitável. Diante do mau governo devem apresentar-se propostas e soluções para a mudança — até para reconduzir o país a uma normalidade que lhe permita encarar as dificuldades económicas que vive actualmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que Portugal deve mudar; não apenas de governo, mas de modo de vida. Os últimos dez anos conduziram-nos a um caos que não vivemos antes senão em situações de excepção — na economia, na justiça, na educação, na protecção social, na vida em sociedade. À situação económica próxima da calamidade (de que os sinais mais evidentes, nos últimos anos, são o endividamento crescente do Estado, das empresas e dos cidadãos, a par do descontrole das contas públicas e da incapacidade de o governo fazer as escolhas mais acertadas, mascarando a contabilidade, falhando nas previsões, tomando por realidade aquilo que não passa de uma soma de fantasias cujos resultados serão bastante graves para os próximos anos) junta-se também a necessidade de procurar novos caminhos para a nossa vida. Isso passa por repensá-la e não por sujeitá-la a conjuntos contraditórios de «medidas» ditadas pela propaganda, pelas circunstâncias mais imediatas, bem como pela necessidade de manter uma enorme máquina de poder e de influência, cujo único objectivo é o de criar mais poder e mais influência. Acredito que isso passa por exigirmos clareza e transparência nas contas públicas, porque isso há-de significar, também, respeito pelo esforço e participação dos contribuintes; pela ideia de parcimónia e moderação na vida das famílias, porque isso significará que não se endividarão para lá do aceitável; por exercer o poder sem abdicar das ideias de tolerância, de respeito pela diversidade de opiniões, da necessidade de debate e de consenso; passará também por reduzir o poder do Estado e das grandes corporações, de modo a não sacrificar a liberdade dos cidadãos nem a sua capacidade de iniciativa; passará por fazer com que a educação e o ensino regressem à escola pública, que não pode ser reduzida a um palco de experiências sindicais, pedagógicas, ideológicas e de «engenharia social»; passará por uma reforma da justiça, de forma a torná-la mais célere, mais próxima dos cidadãos, mais eficaz, mais fiável, mais prestigiada e independente do poder político; passará por não tratar como mera estatística (maleável e apta para toda a espécie de propaganda) o crescente e dramático aumento do desemprego, da pobreza e do desamparo na velhice; passará por mais, sempre mais, rigor e transparência na aplicação dos dinheiros públicos, uma vez que o Estado não pode ser «propriedade» de nenhuma geração iluminada, de nenhum complexo empresarial, de nenhum grupo de pressão e de influência, nem pode, tão-pouco, ser administrado ao sabor das conveniências do momento; passará por uma nova interpretação do papel do Estado na área da Cultura, que não pode ser concebida como o organograma dos interesses privados e corporativos no actual Ministério da Cultura – é impossível falar de Cultura sem falar da ideia de comunidade, sem falar de imaterialidade, de prospecção do futuro, de património e da independência dos criadores em relação ao Estado; é também impossível falar de cultura sem falar de novos públicos para a cultura, tendo em conta que os novos públicos não se formam com mais dinheiro, com mais investimento e mais despesa do Estado, mas com a sua criação a partir da escola, que não pode continuar a menosprezar a educação artística, o pensamento e o contacto com as letras e o património. Estas são as minhas ideias e continuarei a defendê-las —já as defendi até aqui, e penso que são justas e sensatas. E creio que as ideias de justiça e de sensatez devem regressar à vida política. Irei defendê-las agora noutro lugar, e a partir de uma candidatura em Bragança, terra de grande parte da minha família, a terra dos meus maiores, como escreveu Jorge Luis Borges. Tenho orgulho em fazê-lo a partir de Bragança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, aceitei esta candidatura como um desafio à participação na vida portuguesa. A partir de agora, esse desafio será, também, um dever. Manter-me-ei como independente, no quadro de um programa eleitoral com que me identifico e que defenderei. Não tenho uma vida profissional como político dedicado à política a tempo inteiro — sou e serei sempre o que fui: autor e editor. Irei, portanto, manter essa identidade e essa raiz. Espero não me arrepender; mas, se isso acontecer, sei que não há novos começos. Continuarei, apenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in &lt;a href="http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/1332696.html"&gt;A origem das espécies&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/1332696.html"&gt; &lt;/a&gt;- 16 Abril 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6464911892433976901?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6464911892433976901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6464911892433976901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/finalmente-politica.html' title='Finalmente, a política'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6794324576590782911</id><published>2011-04-18T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-04-18T00:10:00.186+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 846</title><content type='html'>O CM informa que durante o mês de fevereiro, nos EUA, já foram vendidos mais livros eletrónicos do que em papel. Em Portugal, estamos longe disso mas é provável que daqui a seis ou sete anos a proporção dos números seja muito semelhante à de hoje nos EUA. Continuo com dúvidas, ao contrário dos otimistas que vêem benefícios em todas as novidades. Ao contrário, acho que há novidades que não trazem grandes vantagens ou que, pelo menos, funcionam como uma distração. Ler é ler. Por vezes, exige concentração, silêncio, disponibilidade, portas fechadas. Por vezes, exige-nos inteiros, sem internet nem informação excessiva. O livro pode ser um ‘gadget’ miraculoso e brilhante, em papel ou noutro formato – o importante é que o número de leitores não diminua nem seja desperdiçado. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A Sextante acaba de publicar ‘Até ao Fim. A Última Operação’, de António Vasconcellos Cardoso – a revisitação de um combate derradeiro na Guiné, durante a guerra colonial, enquanto acontece o 25 de Abril em Lisboa. Um olhar militar. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "Ninguém disfarça. A começar pela própria União Europeia que, ao contrário do FMI, quer sangue." João Pereira Coutinho, ontem, no CM. "Fernando Nobre nem sonha com os dias que estão para vir." José Medeiros Ferreira, no blogue Córtex Frontal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6794324576590782911?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6794324576590782911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6794324576590782911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-846.html' title='Blog # 846'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-529949722252517830</id><published>2011-04-16T03:24:00.002+01:00</published><updated>2011-04-16T03:27:40.263+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Assunto arrumado</title><content type='html'>A vitória do FC Porto ontem à noite apenas confirma uma promessa de qualidade feita no início do campeonato. Não vale a pena responder à multiplicação de querelas, alimentadas para mascarar outros falhanços e para tentar justificar uma época que fica a meio; sempre defendi que a única resposta a essa máquina de produzir desculpas, artifícios, birras adolescentes de circunstância, pequenos ressentimentos – devia ser o silêncio. Fica provado, depois dos cómicos incidentes da Luz (apaga a luz, liga a água, desliga a água), que não discute com o FC Porto quem quer. Assunto arrumado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, certamente, não é assunto arrumado é a forma como a Benfica TV se referiu ao presidente do FC Porto. Um cómico tem liberdades de estilo, bem como disponibilidade para ser grotesco, facilidade em passar com ligeireza do risível ao abjecto, do jocoso ao ofensivo. Não se lhe deve levar a mal. Um cómico tanto pode ser inteligente como inimputável. Tanto pode ser ridículo como guardar capacidade suficiente para saber ridicularizar com graça. O FC Porto reagiu à prédica como se o assunto fosse sério; ora, o assunto não é sério – é, à imagem dos cómicos que o protagonizaram, matéria para recolher aos varais da inimputabilidade. Sou contra a constituição de “delitos de opinião”, acho desprezível a falta de humor – simplesmente, a Benfica TV tem de escolher entre ser uma marca televisiva ligada ao futebol ou um albergue indesculpável. Tem de optar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, um assunto festivo: três equipas portuguesas estão este ano nas meias-finais da Liga Europa. O facto não é apenas assinalável; é, também, histórico e a merecer a nossa alegria no meio da vileza geral. Certamente que a final terá também, pelo menos, um clube português. Com este quadro, é exigível que se peça ao “futebol português” que se reorganize, que se repense, que se mostre mais educado e mais apresentável. É o mínimo que os clubes portugueses podem fazer pela sua desejável transformação numa modalidade verdadeira e para gente decente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 16 Abril 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-529949722252517830?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/529949722252517830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/529949722252517830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/assunto-arrumado.html' title='Assunto arrumado'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-7111652979523815207</id><published>2011-04-15T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-04-15T00:10:00.090+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 845</title><content type='html'>Esta é a frase: “Eu não me submeto a leis ao interpretar a palavra de Deus.” Foi escrita em Outubro de 1520 por Martinho Lutero, numa carta enviada ao papa Leão X – que viria a excomungá-lo três meses depois. Completam-se amanhã 490 anos sobre o seu julgamento em Worms, na Renânia, promovido pelo imperador Carlos V – foi aqui que Lutero ganhou a batalha definitiva perante uma corte de teólogos e políticos que pretendiam que ele renunciasse às suas célebres 95 Teses, onde questionava tanto o poder da Igreja como a autoridade do papa. Um homem é senhor do seu destino e não deve ter receio de defender as suas ideias; por isso, há 490 anos, a 16 de Abril de 1521, Lutero foi corajoso e definitivo: “Aqui estou. Não posso fazer outra coisa, isto é o que eu penso.” Fixem bem. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Lembra-se de ‘Adolescente Agrilhoado’, o romance de José Marmelo e Silva? A 6 de maio assinala-se o centenário do nascimento do autor e a Faculdade de Letras do Porto dedica-lhe um congresso. A memória é um bem inestimável e raro. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES &lt;/span&gt;"Basta enchê-lo de ar para o maluco neurótico lhe mostrar as duas personalidades e meia." Instruções do boneco insuflável com o rosto de Charlie Sheen. Ontem, no CM. "Os melhores filmes são os que expõem as nossas obsessões." Ricardo Gross, no blogue Delito de Opinião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-7111652979523815207?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7111652979523815207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7111652979523815207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-845.html' title='Blog # 845'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-4109426562625530665</id><published>2011-04-14T22:01:00.001+01:00</published><updated>2011-04-14T22:03:33.152+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 844</title><content type='html'>A proibição de fumar, nos EUA, é uma religião oficial. Em contrapartida, podem comprar-se armas. A comparação é hipócrita, mas serve os meus propósitos. Nos filmes de Hollywood não há personagens a fumar; em contrapartida, como assegurou Dennis Quaid num artigo publicado na ‘Newsweek’, os estúdios incluíam a cocaína como um dos itens a fornecer aos atores – tanto assim que havia uma verba semi-oficial para a contabilidade com os gastos em pó branco. A mesma indústria que se predispôs a censurar filmes em que Humphrey Bogart aparece de cigarro em riste, aceita e promove a cocaína entre os atores – é mais ‘cool’, mais ‘limpo’, mais ‘chique’. Uma ‘overdose’, mesmo rara, é um belo sinal de ‘glamour’ no universo da hipocrisia e do bem-estar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-4109426562625530665?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4109426562625530665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4109426562625530665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-844.html' title='Blog # 844'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-8169164491200345988</id><published>2011-04-13T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-04-13T00:10:00.634+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 843</title><content type='html'>João Leal Pereira ganhou um concurso em que o objetivo era desenhar sardinhas que possam ser símbolos das Festas de Lisboa. São 15 as sardinhas, mas a deste estudante de ‘design’ merece distinção. Porquê? Porque escolhe elementos da literatura como marcas da cidade. Para além do fado e de uma ou outra presença (nem sempre louvável) na pintura, é a literatura que de forma mais duradoura fixou Lisboa. A sua ‘sardinha’ tem ‘rosto’ de Eça de Queirós e ainda os retratos de Camões e de Pessoa. Poderia acrescentar Rodrigues Miguéis ou José Cardoso Pires, Saramago ou Mário Cesariny. Cidades como Dublin, por exemplo, desenvolveram o turismo literário, que procura a cidade de Joyce e do ‘Ulysses’. Quem tem Pessoa não precisa de mais nada. Lisboa, cidade de Pessoa. E rima e tudo. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Depois de um magnífico ‘O Homem Que Queria Ser Lindbergh’, João Lopes Marques regressa com ‘Iberiana’, um delírio romanesco sobre “os povos peninsulares” – não é: é, antes, sobre a possibilidade de a literatura se render à imaginação. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "Ouve-se José Sócrates a falar e fica-se basbaque: deve ser outro país aquele de que fala." Pedro S. Guerreiro, ontem, no CM. "Ter pena e sentir vergonha pelo meu país também é patriotismo." J. Rentes de Carvalho, no blogue Tempo Contado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-8169164491200345988?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8169164491200345988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8169164491200345988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-843.html' title='Blog # 843'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5808786122968144288</id><published>2011-04-12T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-04-12T00:10:00.156+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 842</title><content type='html'>Amanhã, 13 de Abril, assinalam-se 110 anos sobre o nascimento de Jacques Lacan, psiquiatra, psicanalista, mas também linguista, filósofo, um nome essencial para incluir na lista dos intelectuais mais influentes do século XX europeu. O que era fundamental em Lacan? Isto: o Inconsciente é, sobretudo, linguagem, discurso, fala, palavra (sem o desejar, provavelmente, Lacan acabou por situar Sigmund Freud na sua real dimensão: a de um escritor, um poeta do espírito, um criador literário). Hoje, Lacan não é recordado como psicanalista mas, sobretudo, como uma figura de tensão no meio inteletual francês. Nessa medida ele foi também um dos mandarins da cultura francesa; o seu poder era inversamente proporcional à sua inteligibilidade. Daqui a uns anos, não haverá lacanianos. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O cubano Leonardo Padura deu descanso ao seu detetive Mario Conde e, em ‘O Homem que Gostava de Cães’ (Porto Editora), trata da relação entre Ramón Mercader e Trotsky como elementos de uma luta ideológica e da erosão do comunismo. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "Com o maquis queimado e a juventude anestesiada, não há ninguém para a resistência." Luís Januário, no blogue A Natureza do Mal. "Fui sempre saudável e também fui sempre muito brincalhona, o que talvez tenha ajudado." Sofia Martins, 105 anos. Ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5808786122968144288?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5808786122968144288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5808786122968144288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-842.html' title='Blog # 842'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-1124271155259822129</id><published>2011-04-11T21:27:00.001+01:00</published><updated>2011-04-11T21:29:25.432+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 841</title><content type='html'>Uma vida inteira. Isso podia ser dito de Sidney Lumet (1924-2011), que morreu este fim de semana. Um homem que encenou Tennessee Williams, Eugene O’Neill, Miller ou Tchekhov, que trabalhou com Al Pacino, Brando, Paul Newman, Sean Connery, Katharine Hepburn, Dustin Hoffman, Henry Fonda, Faye Dunaway, Robert Duvall ou até River Phoenix e Sharon Stone – seria sempre um homem feliz. Havia nos seus filmes uma disponibilidade e generosidade crítica, o que nos salvou de sermões ideológicos sobre "como o mundo devia ser", mas não nos poupou ao seu realismo nova-iorquino (no cinema e na TV), misto de sofisticação e de sujidade (o de ‘Serpico’), de tragédia e de amor profundo, tenso. Os filmes de Lumet resistiram, com brilho, ao tempo e à banalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-1124271155259822129?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1124271155259822129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1124271155259822129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-841.html' title='Blog # 841'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-7031681393625225126</id><published>2011-04-09T00:29:00.002+01:00</published><updated>2011-04-09T00:34:05.179+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Tragicomédia e farsa</title><content type='html'>Em certa medida, o “hat-trick” de Radamel Falcao, ontem à noite (sobretudo aquele primeiro voo, magistral, diante da baliza russa), poderia fazer-nos esquecer as trapalhadas do domingo passado na sequência da conquista do título pelo FC Porto, a cinco jornadas do fim. Na verdade, a encenação daquele apagão da Luz foi tão ridícula, e a abertura do sistema de rega do relvado tão despropositado, que mais valia deixar os responsáveis deste Benfica com a sua tragicomédia particular. Mas há dois pormenores que me obrigam a voltar atrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro, depois sublinhado pela imprensa: ao ver que os jogadores do FC Porto tinham aproveitado os repuxos do sistema de rega para se divertirem mais um pouco, alguém mandou desligá-los. O que era a amostra de um temperamento ressentido e com jeito para partidinhas de carnaval, transformou-se num alegre retrato de gente com problemas de puberdade. Ou seja: alguém acompanhava a evolução dos acontecimentos no relvado e mandava manejar a luz e a água do estádio. São uns brincalhões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo ocorreu no dia seguinte: depois de apurados os danos e de se verificar que os adeptos do Benfica são, evidentemente, mil vezes melhores do que os dirigentes do clube, tentou-se proceder à invenção de histórias defeituosas para justificar o injustificável. Caiu por terra a tentativa – ninguém esquece a tragicomédia e ninguém vai ignorar a farsa montada em seu redor. A gargalhada aumentou de tom e ameaça tornar-se ensurdecedora de cada vez que são recordados os pormenores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, depois da conquista do título (que, como se sabe, tinha sido atribuído ao Benfica pela imprensa, ainda antes de a época ter começado) na Luz, ontem veio a confirmação com a goleada russa. Não só a equipa se apresentou ao melhor nível, sem mazelas nem arrogância, como tratou de – com disciplinada humildade – justificar a qualidade demonstrada ao longo de uma época que ainda não terminou. E, ao invés de floreados e ditirambos, Villas-Boas deu uma lição de cavalheirismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 9 Abril 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-7031681393625225126?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7031681393625225126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7031681393625225126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/tragicomedia-e-farsa.html' title='Tragicomédia e farsa'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-2440522611267003761</id><published>2011-04-08T02:01:00.002+01:00</published><updated>2011-04-08T02:03:47.308+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 840</title><content type='html'>No primeiro trimestre, os cinemas portugueses viram as suas receitas de bilheteira descer 21,3 por cento (o que significa menos um milhão de bilhetes). Não há estatísticas dos concertos e outros espetáculos porque as contas andam sempre baralhadas com os ilegais e nefastos subsídios atribuídos pelas autarquias. Números não oficiais fazem prever que as livrarias também desçam entre 15 a 20 por cento na sua faturação. É uma crise? É. Daqui em diante vai ser assim. Os números explosivos dos festivais de Verão do ano passado talvez não se repitam em 2012 e até em 2011. Ao contrário do que se possa pensar, isto é uma oportunidade para pensar duas vezes antes de gastar dinheiro em ‘desperdício. Faz-nos bem. As crises são benéficas para a cultura; espevitam a criatividade. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; É uma bela edição (da Dom Quixote) que nos reenvia ao século XIX português: as ‘Memórias do Duque de Palmela’, com prefácio e organização de Maria de Fátima Bonifácio. Era bom que os políticos de hoje pudessem escrever assim. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES &lt;/span&gt;"Há muito que ela ameaçava que me ia bater e andava a mandar-me mensagens com essas ameaças." Sandra Araújo, 34 anos, sobre filha de 16. Ontem, no CM. "Há aí uns pândegos que vêm falar em economia. Como se nós tivéssemos ou viéssemos a ter uma." João Gonçalves, no blogue Portugal dos Pequeninos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-2440522611267003761?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2440522611267003761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2440522611267003761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-840.html' title='Blog # 840'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5929393629199491924</id><published>2011-04-07T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-04-07T00:10:00.694+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 839</title><content type='html'>Quando o governo decidiu – e bem, mas empurrado pelas circunstâncias – cortar no número de institutos, observatórios, grupos de missão &amp;amp; afins, soube-se que ia ser extinta a Direção Geral do Livro e das Bibliotecas, a fim de ser integrada na Biblioteca Nacional. Entre tantas opções possíveis, o fim da DGLB era injusto: transporta consigo um historial (dos tempos do IPLL) de criatividade e de muito trabalho, de funcionários competentes e dedicados – apesar de ter um orçamento limitado e modesto. De adiamento em adiamento, no entanto, caímos nesta situação: como se quis adiar tudo para o PEC IV, a ironia é que a DGLB permanece, ao contrário do governo que queria extingui-la. Qualquer que seja o governo a sair das eleições, deve pensar duas vezes antes de fazer asneira. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O século XX fez-nos melhores? A Casa das Letras publica este mês ‘A Pior das Guerras’, de Daniel Jonah Goldhagen. O subtítulo explica tudo: ‘Genocídio, extermínio e violência no século XX’. De Auschwitz ao Darfur, a lista é cruel. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "As manifestações de carinho parecem ser mais naturais ao povo espanhol do que aos portugueses." José Sucena, Administrador da Fundação Saramago. Ontem, no CM. "A situação política pátria está demasiado em estado e modo ‘vai vir charters’." Nicky Florentino, no blogue Albergue dos Danados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5929393629199491924?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5929393629199491924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5929393629199491924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-839.html' title='Blog # 839'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-7358539957143689021</id><published>2011-04-06T00:10:00.002+01:00</published><updated>2011-04-06T00:10:00.959+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 838</title><content type='html'>26,5 por cento dos portugueses e 21,5 por cento dos espanhóis inquiridos pelo Barómetro de Opinião Hispano-Luso acham que José Saramago é espanhol; além disso, 46,4 por cento são favoráveis a uma ‘União Ibérica’, coisa que não se sabe o que significa. A esquizofrenia está mais ou menos galopante na pátria. A proposta de ‘União Ibérica’ regressa sempre que as coisas vão mal por aqui – o que prova a tentação de enterrar a cabeça na areia em vez de resolver os problemas. Para parte dos ‘iberistas’, a ideia é pôr a Espanha a fazê-lo, em vez de assumir responsabilidades. Eu, que gosto tanto de Espanha (vivi demasiado tempo na fronteira), quero que ela continue onde está, para que possamos apreciá-la, visitá-la, lisonjeá-la, rirmo-nos dela e, em certos momentos, detestá-la. Olé. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; A Teorema relança este mês três dos seus títulos mais emblemáticos, do inglês Tom Sharpe: ‘Wilt’, ‘Alternativa Wilt’ e ‘O Legado de Wilt’. Absolutamente hilariantes e politicamente incorretos, com capas de António Jorge Gonçalves. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES &lt;/span&gt;"Nada tenho contra insultos, apenas gosto que me revelem sinais de inteligência." Luís M. Jorge, no blogue Vida Breve. "O autor da ideia merecia ser agraciado com o Dragão de Ouro por ter dado mais brilho à festa." Duarte Moral, sobre o ‘apagão’ da Luz. Ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-7358539957143689021?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7358539957143689021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7358539957143689021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-838.html' title='Blog # 838'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5353477924719074932</id><published>2011-04-05T02:44:00.002+01:00</published><updated>2011-04-05T02:47:52.330+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 837</title><content type='html'>Em 1995 visitei o escritor Hugo Claus, em Antuérpia. Ele era o autor de um dos mais belos “livros europeus” de sempre, ‘Le Chagrin des Belges’ (em Portugal, ‘O Desgosto da Bélgica’), e candidato permanente ao Nobel. Poeta notável, romancista, Claus era um homem digno, culto – e triste. Um pormenor havia, no entanto, na sua biografia: vivera durante dez anos com a atriz Sylvia Kristel, a de ‘Emmanuelle’, o filme “erótico” de Just Jaeckin que agora se anuncia ir passar a uma versão de 3D. ‘Emmanuelle’ sempre me pareceu a emanação de um erotismo para francês ver, pirosinho e previsível, bom para a nossa adolescência. Uma versão ‘arredondada’ de ‘Emmanuelle’ (uma velharia quase belga do tempo em que não havia depilação brasileira) em 3D é uma perversão no limite da decência. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Duas traduções memoráveis: antologias de Lope de Vega e de Luis de Góngora (ambas na Assírio &amp;amp; Alvim), sob a responsabilidade de José Bento, que além da tradução e da seleção de textos, assina prólogos esclarecidos e notáveis. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "Nunca esquecerás que a política é a arte do possível – pelo menos em democracia." Pedro Correia, no blogue Delito de Opinião. "Tenho uma vida saudável. Por exemplo, faço aulas de flamenco." Carla Salgueiro, atriz, ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5353477924719074932?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5353477924719074932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5353477924719074932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-837.html' title='Blog # 837'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-3637503170067475742</id><published>2011-04-04T01:00:00.001+01:00</published><updated>2011-04-04T01:02:23.480+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 836</title><content type='html'>Numa pequena entrevista publicada no ‘The Guardian’, Martin Amis diz que “é necessária alguma inocência para se ser romancista”. Ninguém diria, à primeira vista, depois de ler ‘A Viúva Grávida’, o seu romance mais recente, uma espécie de reconstituição dos mitos sexuais e da eterna juventude dos anos setenta. Mas, pensando bem, faz todo o sentido; há na arte de contar histórias uma inocência que nos salva. Não tem a ver com bons sentimentos, nem com a inocência angelical, coisas que se reservam para a moral e não para a literatura – mas com o fato de acreditarmos, que ‘aquela’ história pode atingir o coração dos leitores, servir de conforto e de perturbação. Só um grande escritor pode dizê-lo assim, como se a literatura ainda valesse alguma coisa no coração das pessoas. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O Festival Literário da Madeira terminou em apoteose: boa organização, muito público, boas intervenções, promessas de novas edições. Em três dias, o Funchal entrou para o mapa dos festivais. Parabéns à Booktailors e à Nova Delphi. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "...a indiferença geral dos portugueses perante ‘o estado a que isto chegou’." João Pereira Coutinho, ontem, no CM. "Portugal só terá as mudanças necessárias quando um PM quiser governar contra o seu partido." Henrique Raposo, no blogue Clube das Repúblicas Mortas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-3637503170067475742?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3637503170067475742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/3637503170067475742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-836.html' title='Blog # 836'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-4174124173087132733</id><published>2011-04-02T00:11:00.000+01:00</published><updated>2011-04-02T00:11:00.189+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>A três pontos, rapazes</title><content type='html'>O impedimento da entrada de “símbolos portistas” no Estádio da Luz no jogo deste fim de semana e a titubeante e envergonhada resposta das autoridades em relação ao caso (está prometida uma conferência de imprensa da PSP para hoje, embora os esclarecimentos devessem ter sido prestados ontem) parecem ser os únicos pontos polémicos do clássico que se aproxima. A três pontos da vitória no campeonato, o FC Porto deve concentrar-se no essencial. E o essencial é isto: ou se ganha este fim de semana na Luz ou se ganha no próximo, no Dragão. Este é o xadrez que interessa. Que o Benfica encontre razão para birras quando se devia interromper o ciclo de patetices que tem marcado a relação entre os dois clubes durante esta época — é apenas um pormenor com interesse, sim, mas pouco relevante. O que contam são os três pontos que nos separam do título. Que eles se consigam neste domingo ou no próximo, repito, é uma minudência. É evidente que ganhar um título na casa do adversário mais directo tem outro sabor, e o FC Porto já comemorou vitórias nestas circunstâncias. Na “engenharia política” deste domingo, no entanto, o FC Porto deve ser discreto: entrar como um grupo de cavalheiros lutadores e limitar-se ao jogo – as câmaras de televisão mostrarão o que há para mostrar no território do adversário. Calma e contenção, bonomia e concentração. Dignidade. Na vitória, ser magnânimo e fazer a festa, apesar do cenário; na derrota, certamente indesejável, ser correcto e saber que nada se perdeu. Mas uma coisa é certa, rapazes: mesmo não sendo este o jogo do título, estamos a um jogo de contabilizar mais um campeonato. P.S. - De resto, estamos a assistir, a mais uma originalidade lusitana: o Benfica alega “falta de competência da CD da Liga” para castigar a Jorge Jesus na sequência da agressão a um jogador do Nacional. Tem razão, caramba. Que o seu treinador e o seu director de futebol entrem no campo nos termos em que os vimos na televisão, é irrelevante. O Benfica está acima da lei. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 2 Abril 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-4174124173087132733?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4174124173087132733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4174124173087132733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/tres-pontos-rapazes.html' title='A três pontos, rapazes'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5285144624667527988</id><published>2011-04-01T00:07:00.002+01:00</published><updated>2011-04-01T00:10:32.964+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 835</title><content type='html'>José Afonso Furtado, atual diretor da biblioteca de arte da Gulbenkian, excelente fotógrafo, foi escolhido pela revista ‘Time’ como uma das 140 personalidades que vale a pena seguir pelo Twitter, em todo o mundo. Não admira. Furtado foi presidente do velho Instituto do Livro quando os governos e o Estado prestavam atenção à cultura e à Rede de Leitura Pública, de que foi um dos fundadores, criadores – pais, enfim. Os seus ‘tweets’ mostram um homem atento a tudo o que tem a ver com o livro, o seu futuro, o seu negócio e a sua história recente e passada; hoje em dia, para estarmos a par de tudo o que tem a ver com a edição e indústria do livro, não temos outro remédio senão segui-lo no Twitter. Não sei como este país se pode dar ao luxo de dispensar José Afonso Furtado. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A Imprensa Nacional publica por estes dias ‘Fernando Pessoa e as Doenças do Fim de Século’, uma leitura dos comentários de Pessoa sobre as teorias psicológicas do seu tempo. O autor é Kenneth Krabbenhoft, professor em Nova Iorque. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "Em síntese, dêem-se as voltas que se derem, não há ‘soluções técnicas’ para ‘défices éticos’." A. Bagão Félix, ontem, no CM. "Minha querida Irlanda. Tal como acontece comigo, tu não gostas muito da realidade." Luís Naves, no blogue Albergue Espanhol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5285144624667527988?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5285144624667527988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5285144624667527988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/04/blog-835.html' title='Blog # 835'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-2379776465729018063</id><published>2011-03-31T00:10:00.001+01:00</published><updated>2011-03-31T00:10:00.625+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 834</title><content type='html'>Pode um autor recusar-se a figurar numa lista de candidatos a determinado prémio literário? Há dúvidas. Mas John Le Carré acha que sim e pediu ao júri do Man Booker, um dos mais prestigiados, apetecíveis e falados, para o retirar das suas lista de finalistas. Se há coisa que John Le Carré não precisa para ser conhecido ou para desmaiar de vaidade é de prémios literários – mas a vaidade tem duas faces: tanto pode consistir na “vaidade de aparecer” como na de “não aparecer” ou, para sermos mais precisos, na de “não comparecer” na lista do Man Booker juntamente com outros escritores, que poderiam atrapalhar a sua glória ou, mais prosaicamente, ganhar-lhe a corrida. A verdade é que cada um é proprietário do seu nome e só corre se quiser correr. Acontece que Le Carré não quer correr. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Retomar os clássicos, os livros difíceis, os volumes que fazem parte da memória: a Dom Quixote relança, durante o mês de abril, um dos emblemas da velha Ficção Universal: ‘Os Buddenbrook’, de Thomas Mann. Quem não leu, que leia. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "Dei uns murros à minha mãe e umas facadas ao meu irmão." António Magina, 40 anos, ontem, no CM. "Os políticos não são anjos e convém anular as fontes de tentação." Miguel Noronha, no blogue Cachimbo de Magritte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-2379776465729018063?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2379776465729018063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/2379776465729018063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/blog-834.html' title='Blog # 834'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-9187162834310628686</id><published>2011-03-30T00:04:00.002+01:00</published><updated>2011-03-30T00:11:37.209+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 833</title><content type='html'>O livro leva o título ‘Great Soul’ (‘Grande Alma’) e com ele Joseph Lelyveld, jornalista do ‘The New York Times’, adianta novos elementos para a biografia do Mahatma Gandhi, pouco condizentes com o tradicional retrato, quase beatífico, do líder nacionalista indiano. A sua bissexualidade (a paixão pelo namorado alemão e a queda pelas adolescentes de que se rodeava) é um pormenor marginal. Já o racismo, o fanatismo político, a vaidade histriónica ou a misantropia estão nos degraus inferiores. A verdade é que não há heróis políticos destinados à santidade – coisa que devíamos saber –, nem vidas privadas que não revelem o seu avesso. Tudo isto seria discutível numa figura política que não pregasse moral; já no caso de Ghandi, é mais difícil de aceitar a queda de um mito. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;O Clube do Autor acaba de publicar um romance encantador, ‘A Casa dos Amores Impossíveis’, uma saga feminina escrita por Cristina López Barrio. De certa maneira, é uma espécie de “fantástico andaluz”, transfigurado pela beleza. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES &lt;/span&gt;"Este ciclo infernal de dívida parou subitamente: os credores já não emprestam." Pedro S. Guerreiro, ontem, no CM. "A admiração que temos por quem fala alto é a confissão embaraçosa da nossa menoridade." Alexandre Borges, no blogue Delito de Opinião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-9187162834310628686?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/9187162834310628686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/9187162834310628686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/blog-833.html' title='Blog # 833'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-7633971411874364867</id><published>2011-03-29T03:42:00.002+01:00</published><updated>2011-03-29T03:47:06.329+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 832</title><content type='html'>O prémio Pritzker, a maior distinção mundial no campo da arquitetura, é este ano atribuído a um português, Eduardo Souto Moura (foi em 1992 ganho por Siza Vieira). Este “Nobel da Arquitetura” traz alguma eternidade à obra de um dos mais importantes criadores portugueses – a lista das suas obras inclui o estádio do Braga, a Casa das Histórias Paula Rego em Cascais ou a estação do metro da Trindade no Porto, entre muitas outras. A arquitetura, dizia George Steiner, devia ser uma das três disciplinas básicas a estudar por todos (as outras eram a matemática e a música): tem a ver com o nosso espaço, a forma como o ocupamos e como nos imaginamos a habitar sobre a terra. Talvez por isso, Ruy Belo escreveu a poesia de ‘O Problema da Habitação’ – é essa a grande “questão humana”. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Ironia do título, ironia do autor: ‘Três Vidas de Santos’, de Eduardo Mendoza (publicado pela Sextante), prova que tudo – o bem e o mal, o simples e o complexo – está, afinal, na literatura. Só um grande escritor o pode dizer. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "É fundamental que se diga com verdade quanto é que Portugal deve." D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas. Ontem, no CM. "Morreu a Liz Taylor e caiu o governo. Um de cada vez, como convém." Luís Januário, no blogue A Natureza do Mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-7633971411874364867?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7633971411874364867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/7633971411874364867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/blog-832.html' title='Blog # 832'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-940330287586504398</id><published>2011-03-28T00:40:00.002+01:00</published><updated>2011-03-28T00:47:49.033+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 831</title><content type='html'>O mundo não mudou por causa dos seus livros, evidentemente; mas a nossa visão do mundo alterou-se bastante, sobretudo com ‘Orlando’, ‘Rumo ao Farol’, ‘Mrs. Dalloway’ ou ‘As Ondas’. O feminismo elegeu-a como uma das suas figuras fundamentais, mas o retrato não corresponde; a sua frase famosa (“uma mulher deve ter dinheiro e um quarto que seja seu”) referia-se à disponibilidade para escrever. E Virginia Woolf escreveu muito e marcou a modernidade de antes da guerra, quer pela sua escrita (uma torrente incessante que contrasta com a sua fragilidade), quer pelo papel que desempenhou como influente inteletual nesses anos difíceis e turbulentos. Virgínia Woolf (1882-1941) morreu há exatamente 70 anos. Atirou-se às águas do rio Ouse; o corpo só foi encontrado a 18 de abril. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O novo livro de Lídia Jorge leva um título enigmático: ‘A Noite das Mulheres Cantoras’ (Dom Quixote). Mas o arranque comovente e a história que atravessa o romance são suficientes, só por si, para se falar de um excelente livro. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt; "O povo ainda não foi às urnas e já andam por aí os fanáticos do arranjinho." João Pereira Coutinho, ontem, no CM. "O que conta é o ato eleitoral e não as pressões das pessoas que se julgam donas disto tudo." Henrique Raposo, no blogue Clube das Repúblicas Mortas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-940330287586504398?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/940330287586504398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/940330287586504398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/blog-831.html' title='Blog # 831'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-1862737884946827086</id><published>2011-03-26T01:04:00.001Z</published><updated>2011-03-26T01:06:04.643Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>O que é o futebol?</title><content type='html'>O que é o futebol? Um jogo. Uma metáfora da vida. Tudo isso que é normal dizer-se — mais aquilo que ele significa para cada um, em circunstâncias muito diferentes. Não vale a pena fazer moral a propósito do futebol, nem do jogo, nem das circunstâncias. Mas é necessário dizer que é exigível um mínimo de decência na vida e nas coisas que nos prendem a ela. Por exemplo: devia ser impossível apedrejar o autocarro de uma equipa adversária. Benfica e FC Porto já viram os seus autocarros apedrejados; o facto não tem a ver com o futebol mas com os índices de criminalidade – e com a polícia. Seria extremamente perigoso (ia a escrever “absurdo”, mas não basta) que qualquer um dos clubes envolvidos desculpabilizasse as hordas de energúmenos que, de um lado e do outro, apedrejam, insultam, impedem que uma família normal e tranquila possa ir ao futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso, por isso, explicar-lhes (devagar, se possível) que o futebol é um jogo de guerreiros – mas que a guerra se vive exclusivamente dentro das quatro linhas do relvado. E que, fora do estádio, só a ironia devia ser permitida como arma de arremesso. Isso devia ser castigo suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistir a conferências de imprensa graves e taciturnas, ou graves e agressivas, onde se alimenta a guerra fora dos estádios, é uma das coisas mais penosas que rodeia o jogo. Essa gente não pode levar-se a sério e nós não podemos levá-los a sério. O clima irrespirável que se vive nas relações entre Benfica e FC Porto tem de terminar, e os seus atiçadores relegados para a bancada do ridículo. E é isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para completar o ridículo, gostava de chamar a atenção para a absolvição de Carlos Queiroz pelo Tribunal Arbitral de Desporto, que suponho que torna inválida as decisões arbitrárias e patetas de comissões, organismos e juristas de segunda categoria. Como escrevi aqui, se a questão era afastar Queiroz, que o fizessem; mas que armassem um processo de perseguição ao técnico, foi uma infâmia. E têm de pagar por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 26 Março 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-1862737884946827086?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1862737884946827086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1862737884946827086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/o-que-e-o-futebol.html' title='O que é o futebol?'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6871262071335351211</id><published>2011-03-25T01:02:00.001Z</published><updated>2011-03-26T01:04:28.921Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 830</title><content type='html'>A literatura não é um território de pacificação ou de anemia. ‘Contra a Literatice e Afins’ (Guerra e Paz), de João Gonçalves, foi ontem lançado em Lisboa, e é um inventário de argumentos sobre a matéria. Gonçalves é um excelente leitor que não depende no universo de deferências literárias e editoriais – tem, a seu favor, o mau génio, a tentação polémica, a necessidade de beleza. Disso tudo fala a literatura; e renascimento, de vingança, de uma eternidade que não demora a passar. As boas consciências que procuram ver na leitura “um ato de cidadania” escusam de passar por estas páginas, verdadeiros textos de guerrilha onde sobrevoa a inspiração de Sena e o deslumbramento diante dos mestres (Gaspar Simões ou Prado Coelho, por exemplo). Pela literatura, contra a literatice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A 30 de Março estará no mercado ‘O Cemitério de Praga’, de Umberto Eco (Gradiva) – um romance sobre o quê? O vazio, a falsificação, os labirintos da literatura e da crença. Tudo o que fez de Eco um autor a ler. Isso já é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Portugal vive um Alcácer-Quibir financeiro, mas esse desastre não aconteceu ontem." Armando Esteves Pereira, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sócrates saiu no melhor momento — para Sócrates, evidentemente." Luís M. Jorge, no blogue Vida Breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6871262071335351211?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6871262071335351211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6871262071335351211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/blog-830.html' title='Blog # 830'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-4312404782896571734</id><published>2011-03-24T01:20:00.001Z</published><updated>2011-03-24T01:24:24.751Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 829</title><content type='html'>Elizabeth Taylor era mais do que um ícone: era toda uma época do cinema e da história da beleza. Os seus olhos e o seu olhar (quer eram coisas diferentes) não brilharam na nossa memória apenas pela sua vida amorosa de oito casamentos e sete maridos – mas pela sua presença em ‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf?’, do genial Edward Albee, uma obra-prima do cinema, do teatro e da literatura, em ‘Bruscamente no Verão Passado’, um hino à melancolia, ou em ‘A Fera Amansada’, uma reinterpretação genial de um Shakespeare quase burlesco. Era uma excelente atriz que não pode ficar para o futuro reduzida a uma celebridade de Hollywood – há a sua voz, as suas modulações, a sua crueldade (a de ‘Cleópatra’), as suas promessas de perversidade e de amargura. Quase tudo se lhe desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Joyce Carol Oates é uma das minhas autoras americanas preferidas. A Casa das Letras publicará, em Abril, ‘Raposas de Fogo’, uma história de violência e de desespero interpretada por um gangue de adolescentes. A ler e a comentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O FMI não virá por causa da demissão de Sócrates; virá pelo que Sócrates andou a fazer." Vasco Lobo Xavier, no blogue Mar Salgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Podem levar secador, telemóvel, computador, mas não garantimos que isso vá funcionar na selva." Bruno Santos, diretor de conteúdos da TVI, sobre o programa ‘Perdidos na Tribo’. Ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-4312404782896571734?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4312404782896571734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4312404782896571734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/blog-829.html' title='Blog # 829'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-6922870118901539319</id><published>2011-03-23T01:19:00.001Z</published><updated>2011-03-23T01:22:16.605Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 828</title><content type='html'>Eu ia escrever: “Conheci mal Artur Agostinho.” Mas é mentira. Todos conhecemos bem Artur Agostinho. O seu rosto e a sua voz fazem parte das nossas memórias da televisão e da rádio, para não falar do jornalismo, do cinema (no ‘Leão da Estrela’, é claro) e do teatro popular. Era impossível não gostar dele, não apreciar o seu cavalheirismo, a sua amabilidade, o seu talento – e a sua memória. Há hoje uma curiosa e feliz unanimidade em redor do seu nome e do seu trabalho, e creio que Artur Agostinho a agradeceria com um sorriso sem rancor nem mágoa. Preso indevidamente em 1974, conheceu os caminhos do exílio; regressou a sua casa seis anos depois e continuou como se tivesse sido um passeio. Espero que tivessem pedido desculpa. De qualquer modo, Artur Agostinho sorri à ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A 7 de abril a Porto Editora lançará ‘Vento Suão’, o derradeiro – e incompleto – romance de Rosa Lobato de Faria (1932-2010). Tal qual ela o deixou escrito. A edição conta com um belo e importante posfácio de Eugénio Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A transgressão é o Sagrado Pós-Moderno – já nos falta instrução para uma nova iconoclastia." Tiago Cavaco, no blogue Voz do Deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fazia um som estrondoso e parece que andava com o diabo."Automobilista de Coimbra sobre um Ferrari abandonado na cidade depois de um acidente. Ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-6922870118901539319?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6922870118901539319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/6922870118901539319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/blog-828.html' title='Blog # 828'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-4739921918238960412</id><published>2011-03-22T00:10:00.001Z</published><updated>2011-03-22T00:10:00.318Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 827</title><content type='html'>A memória de J. R. R. Tolkien não seria a mesma sem os filmes de Peter Jackson a partir de ‘O Senhor dos Anéis’, até porque o universo de Tolkien precisava de um leitor destemido e corajoso, capaz de traduzir em imagens um argumento sem fim. Cenários, diálogos, intromissões contemporâneas, cor, movimentos – tudo na trilogia ultrapassa, porém, a pura adaptação de uma obra complexa e com toda a probabilidade apenas destinada a um círculo de iniciados. Jackson ultrapassou essa mediania com larga vantagem. A boa notícia é ter começado ontem a rodagem de ‘O Hobbit’, uma espécie de preparação de Tolkien para ‘O Senhor dos Anéis’ – e que no cinema estreará em 2012. Apesar de ser difícil conseguir igualar aquele grau de proximidade à beleza épica dos ‘Anéis’, o risco é comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da publicação de uma série de livros de crónicas, o regresso à poesia, finalmente: o novo livro de Pedro Mexia leva o enigmático título de ‘Menos por Menos’, e será publicado em Abril próximo pela Dom Quixote. Bom regresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O verdadeiro treino do eremita faz-se rodeado de pessoas." No blogue Ouriquense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só se dá pela nossa tropa quando se exibe com irrepreensível pompa e circunstância." Manuel Catarino, ontem, no CM.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-4739921918238960412?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4739921918238960412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/4739921918238960412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/blog-827.html' title='Blog # 827'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-5558863420939924391</id><published>2011-03-21T00:10:00.002Z</published><updated>2011-03-21T00:10:00.875Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 826</title><content type='html'>O outrora sociólogo e agora ministro Santos Silva declarou que quem não acompanha o governo, ou o que ele pretende, está a “desertar”. A frase é letal, mas não houve grande reação. Infelizmente, há sempre quem faça melhor e, juntamente com a acusação de “desertar”, veio depois a do anti-patriotismo – quem está com o governo é patriota; quem está contra é, praticamente, um traidor. Ao longo da nossa história estas acusações têm sido repetidas por tiranetes desesperados, coronéis de segunda, pataratas – e, no século passado, por imbecis e salazaristas. Que isto se repita hoje é grave. Mas que, ao longo desta semana, nenhum político tenha reagido com veemência a acusação tão apalermada, dá uma ideia de como toda a gente anda a fazer contas de cabeça, cheia de medinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É entre 1 e 3 de abril, no Funchal, o Festival Literário da Madeira, organizado pela Booktailors e pela Nova Delphi. Vão estar, entre outros, Afonso Cruz, Eduardo Pitta, Inês Pedrosa, Mário Zambujal, Rui Zink ou Valter Hugo Mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Estamos a assistir à tentativa de consagrar uma mentalidade delinquente na gestão do poder." Eduardo Dâmaso, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma das grandes novidades do discurso de Paulo Portas foi a ausência do blazer." Rodrigo Moita de Deus, no blogue 31 da Armada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-5558863420939924391?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5558863420939924391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/5558863420939924391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/blog-826.html' title='Blog # 826'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-1170880524625467760</id><published>2011-03-19T00:10:00.000Z</published><updated>2011-03-19T00:10:00.083Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Bola'/><title type='text'>Três notas</title><content type='html'>Alex Fergusson foi suspenso cinco jogos por ter feito reparos à actuação de um árbitro de futebol. Em Portugal, o assunto mereceria primeira página – não a aplicação do castigo, evidentemente, mas o reparo. Seria amplificado, multiplicado, objecto de conferências de imprensa, pretexto para convocar manifestações de desagravo e de agravo, justificação para mau futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que os árbitros não falham? Falham. Mas o futebol deve protegê-lo. E, antes de proteger a arbitragem, deve honrá-la e sujeitá-la a um rigoroso “controle de qualidade”. Mais do que a aplicação de “novas tecnologias no futebol” (um debate que não deve ser inquinado, à partida, pela suspeita), a protecção da arbitragem seria um serviço ao futebol. E haver critérios de qualidade exigentes seria um passo essencial – no sentido de que não se pode ter bom futebol com árbitros que erram grosseiramente e se defendem a si mesmos, à porta fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Nuno Gomes é um jogador desprezado. São vários os factores que levam ao seu afastamento. Pessoalmente, gosto desses jogadores desprezados, empurrados para o banco – não por serem maus, claramente maus, mas “por causa da idade”. Não há nada mais cretino do que invocar a idade de um futebolista para o relegar para o balneário. Ele transporta consigo a experiência, a memória, a disponibilidade, e a arte que o fez ser indispensável. O golo de Nuno Gomes contra o Portimonense reabilita esses jogadores injustamente afastados; fica como um símbolo de permanência do que é bom no futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. No final do Benfica-Portimonense, um repórter não se conteve e, embevecido, declarou para as câmaras: “Com este resultado, o Benfica reduz para dez pontos a distância para o FC Porto.” Uma coisa destas merece ser notícia. Aliás, logo depois da eliminação do Benfica na Champions, o telejornal da RTP começou com esta declaração festiva: “O Benfica qualificou-se para a Liga Europa.” Isto sim, é melhor do que a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;in A Bola&lt;/em&gt; - 19 Março 2011&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-1170880524625467760?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1170880524625467760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/1170880524625467760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/tres-notas.html' title='Três notas'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14259187.post-8308632199921765867</id><published>2011-03-18T00:10:00.002Z</published><updated>2011-03-18T00:10:00.124Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Correio da Manhã'/><title type='text'>Blog # 825</title><content type='html'>Sobre a minha crónica de há três dias, Paulo Teixeira Pinto esclarece-me, e eu agradeço: o que será diferente (de Portugal) nas edições do grupo Babel no Brasil não é o texto de ‘autores portugueses’, mas o de ‘livros estrangeiros’ que a Babel traduza e publique no Brasil. Faz todo o sentido. A Babel Brasil será, para todos os efeitos, uma editora brasileira – e deve aplicar às suas edições os princípios usados por qualquer uma das suas concorrentes locais. Uma língua é um objeto vivo mas não tem proprietários; pessoalmente, há traduções brasileiras que até funcionam melhor do que traduções portuguesas, pomposas e sem a noção do diálogo e da troca de palavras – talvez com isto se ganhe o suficiente para que a nossa pobre Língua fique mais interessante. Fazia-nos jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está a chegar o novo romance de Teolinda Gersão, ‘A Cidade de Ulisses’ (Sextante Editora) – o universo de Teolinda numa extrema delicadeza e num cenário esperado: Lisboa, território fatal para amores excessivos e paixões sem remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;FRASES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No campo da estratégia política, Sócrates é um político hábil, forte no debate televisivo." Armando Esteves Pereira, ontem, no CM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ser contribuinte é como jogar no casino. É certo que, no fim do dia, a casa ganha sempre." Rodrigo Moita de Deus, no blogue 31 da Armada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14259187-8308632199921765867?l=fjv-cronicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8308632199921765867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14259187/posts/default/8308632199921765867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fjv-cronicas.blogspot.com/2011/03/blog-825.html' title='Blog # 825'/><author><name>Sérgio Aires</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13460365217936107295</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
